História 7º ano | O mundo romano no apogeu do Império

 

O MUNDO ROMANO NO APOGEU DO IMPÉRIO

 

 

 

O MEDITERRÂNEO ROMANO NOS SÉCULOS I E II

 

 

Expansão de Roma

A cidade de Roma situa-se na Península Itálica e foi fundada em meados do século VIII a. C.. Inicialmente era um pobre povoado de pastores e camponeses, mas entre os séculos IV a. C. e II d. C., impôs o seu domínio em toda a península e, mais tarde, a todo o Mediterrâneo e algumas regiões da Europa, formando um grande império.

 

Motivos da expansão romana:

  • segurança: ao princípio, os Romanos tiveram que se defender dos ataques dos seus vizinhos e, para não serem derrotados, tiveram de os submeter
  • motivações económicas: ao conquistarem territórios os Romanos ficavam com os seus bens e riquezas (produtos agrícolas, minérios, escravos, etc.)
  • motivações sociais: novos cargos para os militares, novos mercados para os homens de negócios e novas propriedades rurais para os colonos
  • ambição dos seus chefes: os chefes políticos procuravam honra e glória através de novas conquistas

 

 

Integração dos povos dominados

Os Romanos procuraram transmitir a sua civilização aos diferentes povos que faziam parte do Império de forma a promover a sua integração e desenvolver as regiões mais atrasadas.

 

Instrumentos de integração:

  • exército poderoso: depois da conquista, as legiões de soldados mantiam-se nas terras conquistadas para garantir a paz – pax romana (paz armada com o exército a controlar qualquer tentativa de revolta)
  • estabelecimento da administração pública: os habitantes passaram a ser governados por autoridades administrativas locais e a obedecer ao poder central – o poder do imperador
  • direito romano: todos os habitantes do Império tinham que seguir as mesmas leis romanas
  • o latim: língua oficial que passou a ser falada na maior parte das populações do Império
  • vasta rede de estradas: ligava todas as regiões do Império
  • direito de cidadania: privilégio que aos poucos passou a ser alargado a todos os habitantes do Império, tornando-os cidadãos, adquirindo assim o direito de voto e proteção legal

 

Pouco a pouco, os povos conquistados absorveram a língua, a religião, a cultura e os costumes dos romanos. A esta influência exercida pela civilização romana aos povos conquistados chama-se romanização.

 

 

Economia

A civilização romana foi essencialmente uma civilização urbana. Milhões de pessoas viviam em cidades, que eram ativos centros económicos e administrativos.

 

Nos séculos I e II, o Império romano atravessou um período de tranquilidade e prosperidade. Toda a vida económica teve um grande desenvolvimento, em particular:

  • a agricultura: produzia trigo e vinha
  • o artesanato: desenvolvimento da cerâmica, têxteis e metalurgia
  • a exploração mineira
  • a pesca
  • a extração de sal

 

Toda esta riqueza permitiu um intenso tráfego comercial entre as regiões do Império, facilitada pela vasta rede de estradas, rios e mar navegáveis. A moeda era utilizada nas trocas comerciais.

 

Podemos então caracterizar a economia romana como uma economia urbana, comercial e monetária, pois era realizada em função das cidades, baseava-se no comércio e devido à ativa circulação da moeda.

 

 

Sociedade

No Império romano existiam grandes desigualdades sociais:

  • ordem senatorial:
    • ocupavam altos cargos na administração central e no exército
    • possuíam grandes propriedades rurais, os latifúndios
    • possuíam grandes fortunas
  • ordem equestre:
    • cavaleiros que passaram a dedicar-se à administração do Império, ao comércio e aos negócios
    • possuíam grandes fortunas, embora um pouco inferiores aos membros da ordem senatorial
  • plebe:
    • pequenos proprietários de terras e camponeses – plebe rural
    • artesãos – plebe urbana
  • libertos:
    • antigos escravos que obtiveram o direito à liberdade, mas não tinham os mesmos direitos que os membros da plebe
  • escravos:
    • eram homens não livres e a eles cabiam-lhe os trabalhos mais duros

 

 

Regime político

Quando Roma iniciou a sua expansão, o seu regime político era a República. Este regime apoiava-se em três órgãos políticos:

  • As Assembleias, ou Comícios:
    • Conjunto de cidadãos que elegiam os magistrados e detinham poder legislativo
  • Os Magistrados:
    • Detinham o poder executivo, ou seja, governavam a República
  • O Senado:
    • Dirigia a política externa e nomeava os governadores das províncias

 

À medida que Roma se expandia, crescia a ambição de muitos governantes e muitos lutaram entre si pelo poder. Tornou-se necessário criar um regime mais forte de forma a criar união. Em 27 a. C., Octávio Augusto fundou um regime político novo, a que se chamou Império.

 

O Senado, os Magistrados e os Comícios continuaram a existir, mas muitos dos seus poderes foram transferidos para o imperador. O imperador concentrou assim os seguintes poderes:

  • chefiava o exército
  • dirigia a política externa
  • controlava toda a administração
  • era o supremo-sacerdote

 

Este tipo de regime perdurou até 476, ano da queda do Império Romano do Ocidente.

 

 

Religião

Os Romanos adotaram muitos deuses de povos dominados, o maior exemplo são os deuses oriundos da mitologia grega. Os nomes mudaram, mas os atributos eram os mesmos.

 

Tipos de culto:

  • familiar: realizado em casa faziam culto às almas dos antepassados (Manes), aos deuses protetores do lar (Lares) e aos deuses das provisões (Penates).
  • cívico: realizado nos templos, pelos sacerdotes

 

Mais tarde, surgiu uma nova religião que defendia a existência de um só Deus – o Cristianismo, que passou a ser a religião oficial do Império Romano.

 

 

Arte

 

Arquitetura

Os Romanos eram homens práticos, por isso, construíram edifícios públicos que lhes fossem úteis (aquedutos, basílicas), locais de lazer (termas, circos, anfiteatros) e monumentos em honra da história de Roma (arcos de Triunfo, colunas).

A arquitetura romana teve como principal influência a arquitetura grega. No entanto, é possível verificar algumas inovações como o arco de volta perfeita e a abóbada de berço.

As construções romanas caracterizavam-se ainda pela robustez e durabilidade.

 

Urbanismo

Também a organização das cidades tinha como príncipio a utilidade e eram todas construídas à semelhança de Roma. No centro da cidade encontrava-se o fórum, praça principal da cidade onde se encontravam alguns dos mais importantes templos e edifícios públicos. À sua volta, construía-se o núcleo urbano.

 

Escultura

A escultura romana caracteriza-se pelo seu realismo. Tanto as estátuas, como os baixos-relevos, representavam as figuras com perfeição anatómica e eram expressivas.

 

Pintura

Os Romanos pintavam sobretudo paisagens, cenas da vida quotidiana, motivos históricos ou mitológicos.

 

 

Cultura

 

Literatura

Nas letras, destacaram-se:

  • Cícero: grande orador do tempo da República romana
  • Virgílio: poeta, autor da epopeia “Eneida”
  • Tito Lívio: historiador, autor de “Uma História de Roma”

 

Direito

Uma das mais importantes realizações dos Romanos foi o direito. Grandes legisladores elaboraram leis para regular a vida da sociedade romana e o funcionamento do Estado.

O direito público romano viria mais tarde tornar-se uma das principais fontes para a organização administrativa e judicial dos futuros Estados da Europa medieval.

 

 

 

ROMANIZAÇÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA

 

 

Conquista da Península Ibérica

Roma iniciou a conquista da Península Ibérica no final do século III a. C.. No entanto, esta conquista foi muito difícil devido à resistência dos povos peninsulares, entre os quais os Lusitanos. Só quando mataram o seu chefe, Viriato, à traição, puderam dominá-los e ao resto da península.

A Península Ibérica foi então dividida em três províncias: Tarraconense, Bética e Lusitânia.

A maioria das cidades ganhou alguma autonomia administrativa, sendo declaradas municípios. Um município possuía magistrados próprios, eleitos pelos habitantes.

 

 

Herança  romana na Península Ibérica

Os Romanos permaneceram cerca de 600 anos na Península Ibérica, o que fez com que se transformasse profundamente:

  • Surgiram numerosas cidades
  • Construíu-se uma vasta rede de estradas, pontes, aquedutos e templos
  • Desenvolveu-se a agricultura, o artesanato, a exploração mineira e o comércio
  • Foram adotados os costumes romanos como o vestuário e a alimentação
  • O latim tornou-se a língua dos seus habitantes
  • A religião romana foi também adotada pelos povos dominados da Península Ibérica

 


 

Revê aqui a matéria/resumo de matemática/síntese de História:

Em breve

 


 

EXERCÍCIOS

Teste   |   enunciado

 


 

O que tens de saber neste capítulo, segundo o programa e metas curriculares de História – 7º ano:

 

DOMÍNIO: A HERANÇA DO MEDITERRÂNEO ANTIGO

SUBDOMÍNIO: ROMA E O IMPÉRIO

 

  • Conhecer e compreender a formação do Império e o processo de romanização
  1. Localizar no espaço e no tempo a fundação da cidade de Roma e as várias etapas de expansão do seu império, destacando o processo de conquista da Península Ibérica.
  2. Relacionar a expansão romana com a transformação do regime republicano em regime imperial.
  3. Caracterizar a instituição imperial como poder absoluto e de caráter divinizado.
  4. Explicar a eficácia dos fatores e agentes de integração dos povos vencidos no império.
  5. Salientar a reciprocidade (assimétrica) das influências entre romanos e romanizados.

 

  • Conhecer e compreender a organização económica e social da Roma imperial
  1. Demonstrar a intensa atividade económica no tempo do regime imperial (baseada numa economia urbana, comercial e monetária).
  2. Relacionar a economia de mercado com o crescimento de latifúndios e consequente migração dos pequenos proprietários para as cidades.
  3. Descrever a organização social do Império romano, salientando o caráter hierarquizado e esclavagista da sociedade.
  4. Relacionar as campanhas militares com a multiplicação do número de escravos.
  5. Descrever o quotidiano dos vários grupos sociais na Roma imperial.

 

  • Conhecer e compreender a cultura e a arte romana
  1. Referir as principais características da arquitetura, escultura e pintura romanas.
  2. Identificar as principais influências da arte romana.
  3. Caracterizar a originalidade artística dos romanos, sublinhando o seu carácter prático, utilitário e monumental.
  4. Reconhecer na arte romana uma forma de enaltecimento a Roma e ao Império (poesia épica, historiografia, escultura, arquitetura).
  5. Enumerar os principais géneros literários cultivados pelos romanos e seus principais autores.

 

  • Compreender a origem e a expansão do Cristianismo no seio das expressões religiosas do mundo romano
  1. Verificar no panteão romano a existência de aceitação, influência e assimilação aos deuses dos povos com quem contactavam.
  2. Salientar as origens hebraicas do Cristianismo.
  3. Enumerar e os princípios fundamentais da nova religião.
  4. Referir os fatores facilitadores da propagação da religião cristã no Império Romano.
  5. Relacionar a mensagem do Cristianismo com as perseguições iniciais movidas pelo poder imperial.
  6. Sistematizar as principais etapas de afirmação do Cristianismo (de religião marginal a religião oficial do Império Romano).

 

  • Conhecer as marcas do mundo romano para as civilizações que lhe sucederam e para as sociedades atuais
  1. Reconhecer o direito como uma das grandes criações da civilização romana, base de grande parte dos sistemas jurídico-legais atuais.
  2. Salientar a importância do latim na formação de várias línguas nacionais europeias.
  3. Salientar a importância do modelo administrativo e urbano romano.
  4. Reconhecer a qualidade da engenharia romana através da durabilidade das suas construções.
  5. Enumerar aspetos do património material e imaterial legados pelos romanos no atual território nacional.

 


 

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