História 8º ano | O expansionismo europeu

 

O EXPANSIONISMO EUROPEU

 

 

 

A EUROPA NAS VÉSPERAS DA EXPANSÃO

 

 

A situação económica

 

Na 2ª metade do século XIV

Na 2ª metade do século XIV, viveu-se um grave período de crise económica em toda a Europa devido a:

  • maus anos agrícolas;
  • epidemias, como a peste;
  • e guerras.

 

Estes três fatores fizeram com que, além da falta de ouro, houvesse falta também de cereais e de mão de obra.

 

No século XV

No entanto, no século XV, o continente europeu entrou num período de recuperação económica:

  • verificou-se um crescimento demográfico;
  • a produção agrícola e artesanal aumentaram;
  • desenvolveu-se o comércio.

 

Foi neste período e neste contexto que se sentiu a necessidade de expansão interna (aumento da área cultivada) e de expansão externa (procura de novos territórios, riquezas e mercados).

 

Principais áreas comerciais

No norte da Europa:

  • Flandres
  • Cidades hanseáticas

 

No Mediterrâneo:

  • Cidades italianas (Génova, Veneza, …)

 

Os produtos mais cobiçados, como as especiarias, perfumes e tecidos de luxo da Índia e da China, eram trazidos para a Europa pelas rotas do Levante, e o ouro era comprado no norte de África.

A tentativa de chegar às regiões de onde provinham essas riquezas foi uma das razões para o movimento de expansão que se verificou na Europa neste século, em que Portugal teve um papel pioneiro.

 

 

Objetivos da expansão europeia

 

  • Procura de ouro, porque o desenvolvimento do comércio exigia maior quantidade de moeda;
  • Procura de um acesso direto às especiarias e produtos de luxo do Oriente, de forma a obter esses produtos mais baratos, com menos intermediários.

 

 

O conhecimento do mundo

No início do século XV, os europeus apenas conheciam, além da Europa, o norte de África e parte da Ásia.

Muitos dos conhecimentos sobre a Índia e a China baseavam-se em relatos de viajantes europeus como Marco Polo, relatos esses fantasiosos e cheios de imprecisões. Surgiram assim várias lendas sobre as regiões desconhecidas: acreditava-se que havia locais em que seria sempre noite, outros em que o calor seria tanto que seriam inabitáveis, noutros em que existiam monstros, pessoas sem cabeça, etc…

 

 

 

A PRIORIDADE PORTUGUESA NA EXPANSÃO EUROPEIA

 

 

Motivações portuguesas

 

A expansão externa também interessava a Portugal, sendo que cada grupo social tinha as suas motivações específicas:

  • Burguesia (motivações económicas):
    • pretendia riquezas (ouro, cereais, especiarias, escravos e outras mercadorias) e novos mercados
  • Nobreza (motivações económicas, sociais e políticas):
    • também pretendia riquezas, mas também novas terras e títulos
  • Clero (motivações religiosas):
    • pretendia converter povos ao cristianismo
  • Povo (motivações sociais):
    • ambicionava melhores condições de vida

 

 

Condições que permitiram Portugal ser pioneiro

 

Condições geográficas

  • proximidade às ilhas atlânticas e ao norte de África
  • extensa costa marítima com bons portos naturais

 

Condições políticas

  • vivia-se um período de paz e estabilidade política

 

Condições históricas, sociais, técnicas e científicas

  • existência de marinheiros experientes pois os portugueses provêm de povos com conhecimentos na arte de navegar e sempre tiveram atividades ligadas ao mar, como a pesca
  • havia conhecimento e instrumentos para navegar em alto mar: bússola, astrolábio, quadrante e balestilha
  • aperfeiçoou-se uma embarcação de origem mediterrânea – a caravela – com velas triangulares e leme na popa, que permitia bolinar, ou seja, navegar com ventos contrários.

 

 

Início da expansão portuguesa

 

Primeira conquista portuguesa

  • Ceuta, no norte de África, em 1415

 

Razões para a conquista de Ceuta

  • região rica em cereais
  • ponto de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro do sul de África
  • ponto estratégico por se situar no estreito de Gibraltar, por onde passam todos os barcos que entram e saem do Mar Mediterrâneo
  • forma de atacar o Islão e expandir o cristianismo

 

O que se sucedeu após a conquista de Ceuta

  • devido aos ataques frequentes à cidade, os campos de cultivo foram abandonados
  • as rotas do ouro foram desviadas
  • tornou-se dispendiosa a defesa desse território

 

Conclui-se assim que os resultados económicos desta conquista não corresponderam às expectativas dos portugueses. Surgiu assim um novo desafio: chegar às regiões produtoras do ouro. Para isso, optou-se pelo caminho da exploração marítima ao longo da costa africana.

 

 

1ª Fase da exploração da costa africana –  De Ceuta a Serra Leoa – Período Henriquino

 

Principal responsável pelas primeiras expedições marítimas

  • Infante D. Henrique, filho de D. João I.

 

Datas importantes durante esta fase

  • 1419 – Redescobrimento* da Madeira
  • 1427 – Redescobrimento* dos Açores
  • 1434 – Passagem do cabo Bojador (navegador: Gil Eanes)
  • 1460 – Chegada a Serra Leoa

 

*  Em relação aos arquipélagos da Madeira e dos Açores, algumas das suas ilhas já apareciam representadas em alguns mapas do século XIV, por isso não se trata de descobrimentos, mas sim de redescobrimentos.

 

Só a partir da passagem do cabo Bojador é que se atingiu terras nunca antes pisadas pelos europeus. Por isso, a partir de 1434 é que se iniciam as verdadeiras viagens de descobrimento, ou seja, viagens a terras que até aí não eram conhecidas pelos europeus.

 

 

2ª fase da exploração da costa africana – Da Serra Leoa ao Cabo de Santa Catarina – Contrato com Fernão Gomes

 

Responsável pela 2ª fase da exploração da costa africana

  • Fernão Gomes, um rico mercador de Lisboa

 

Após a morte do infante D. Henrique, o rei português então no poder, D. Afonso V, interessou-se mais em expedições militares no norte de África, onde conquistou as cidades de Alcácer Ceguer (em 1458) e Tânger (em 1471).

As expedições marítimas ficaram encarregues ao burguês Fernão Gomes, através de um contrato de 5 anos (1469-1474). Fernão Gomes podia fazer comércio nas terras que descobrisse, e em troca pagava uma importância em dinheiro e estava obrigado a descobrir para sul, em cada ano, cem léguas de costa.

 

Datas importantes durante esta fase

  • 1474 – Chegada ao Cabo de Santa Catarina

 

Durante esta fase foi explorado todo o golfo da Guiné, incluindo a costa da Mina, onde foi possível adquirir bastante ouro.

 

 

3ª fase da exploração da costa africana – Do cabo de Santa Catarina ao cabo da Boa Esperança – Direção de D. João II

 

Responsável após o contrato de Fernão Gomes

  • D. João II, filho de D. Afonso V

 

Com a subida ao poder de D. João II, a política de expansão tomou um novo rumo. O grande objetivo de D. João II era chegar à Índia por mar, contornando o continente africano.

 

Houve três iniciativas durante o seu reinado que contribuíram para que se atingisse o seu objetivo:

  • 1485-1486 – as viagens de Diogo Cão, que explorou o litoral de Angola e chegou até à atual Namíbia
  • 1487 – a expedição de Pero da Covilhã e Afonso de Paiva ao Oriente para recolherem informações sobre a navegação e o comércio no Oceano Índico
  • 1488 – a passagem do cabo da Boa Esperança, por Bartolomeu Dias, que assim atingiu o limite sul do continente africano e alcançou o Oceano Índico

 

Estava assim aberto o caminho para se chegar à Índia por mar.

 

 

Chegada à Índia e ao Brasil

 

Chegada à Índia (1498)

D. João II morreu antes de ver o seu sonho ser concretizado. Foi em 1498, no reinado de D. Manuel I,  que uma armada sob o comando de Vasco da Gama chega a Calecute, na Índia.

Pela primeira vez, a Europa ligava-se por mar à Ásia, através da rota do Cabo.

 

Descoberta do Brasil (1500)

Uma nova armada, sob o domínio de Pedro Álvares Cabral, tinha sido enviada para a Índia para impor o domínio português no Oriente. No entanto, durante essa viagem, os navios portugueses sofreram um grande desvio para sudoeste e descobriram uma nova terra, em 1500, no continente americano: o Brasil.

 

 

 

O IMPÉRIO PORTUGUÊS DO SÉCULO XVI

 

Portugal como a grande potência mundial

 

Através das viagens de descobrimento, os Portugueses formaram um império que se distribuía por quatro continentes (Europa, África, Ásia e América), e tornaram-se na grande potência mundial na primeira metade do século XVI.

 

 

Exploração das ilhas atlânticas

 

Povoamento e colonização

Tanto os Açores como a Madeira eram desabitadas quando os Portugueses chegaram a esses arquipélagos. Era então necessário proceder à sua colonização, ou seja, desbravar as novas terras, povoá-las e promover o seu crescimento económico.

Com esse fim, as terras foram divididas em capitanias e entregues a capitães-donatários.

 

Poderes dos capitães-donatários:

  • administrar a justiça
  • cobrar impostos
  • distribuir terras aos camponeses que quisessem explorá-las

 

Produção económica

No arquipélago da Madeira:

  • cereaisvinhacana-de-açuçar

 

No arquipélago dos Açores:

  • cereais, criação de gado e plantas tintureiras

 

 

Exploração das terras africanas

 

Sistema de exploração na costa africana

Os Portugueses fixaram-se apenas junto à costa e dedicaram-se sobretudo ao comércio de ouro, escravos, marfim e de especiarias africanas. Para isso, foram estabelecidas feitorias (posto comercial dirigido por um funcionário régio, geralmente fortificado) em locais estratégicos do litoral.

 

Onde se localizavam as principais feitorias:

  • São Jorge da Mina
  • Ilha de Moçambique
  • Sofala

 

A ocupação dos arquipélagos africanos

Também os arquipélagos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe eram despovoados quando lá chegaram os Portugueses.

 

Em Cabo Verde:

  • desenvolveu-se a criação de gado e a agricultura

 

Em São Tomé e Príncipe:

  • desenvolveu-se uma ativa produção de açúcar

 

Os dois arquipélagos tornaram-se ainda entrepostos do tráfico de escravos. Adquiridos no litoral africano, os escravos eram lá depositados, como se de mercadorias tratassem, e depois eram reexportados para a Europa e para a América.

 

 

O Império Português no Oriente

 

Política do 1º vice-rei da Índia – D. Francisco de Almeida

  • domínio dos mares

 

Os Portugueses, no Oriente, procuraram fundar apenas um império comercial, e não territorial. A principal oposição ao domínio português veio dos Muçulmanos que até então dominavam o comércio de exportação asiático. Foram então travados, no mar, combates decisivos onde se notabilizou o vice-rei D. Francisco de Almeida.

 

Política 2º do vice-rei da Índia – Afonso de Albuquerque

  • domínio dos mares e conquista territorial de cidades estratégicas

 

Afonso de Albuquerque, além de continuar a política do anterior vice-rei, decidiu conquistar algumas cidades estratégicas como Ormuz, Goa e Malaca. Através destas cidades foi possível estabelecer uma importante rede de trocas comerciais pelos mares do Oriente.

 

Sistema de exploração

Para obter o monopólio do comércio no Oriente os Portugueses apoiaram-se numa rede de feitorias desde a costa ocidental de África até à China e ao Japão.

 

Capital do Império Português do Oriente:

  • Goa

 

As mercadorias eram todas encaminhadas para Goa, de onde saíam todos os anos armadas para Portugal.

 

Monopólio régio

O comércio de todas as mercadorias estava sob controlo direto da coroa. Para isso foi criado em Lisboa um organismo oficial, a Casa da índia, que organizava as armadas, controlava o comércio entre Portugal e o Oriente e era onde se vendiam as mercadorias recebidas.

 

 

Exploração do Brasil

 

Colonização do Brasil

Inicialmente, os Portugueses interessaram-se apenas num único produto: o pau-brasil. No entanto, quando franceses e espanhóis tentaram instalar-se no território brasileiro, os portugueses decidiram proceder à sua colonização, tal como nas ilhas atlânticas, através de capitanias.

No entanto, devido às rivalidades entre os vários capitães-donatários e dificuldade a resistir aos frequentes ataques de índios e franceses, em 1549, Tomé de Sousa foi nomeado primeiro governador geral do Brasil.

 

Capital do Brasil (nesse período):

  • S. Salvador da Baía

 

Principal produto explorado após a colonização:

  • cana-de-açúcar

 

Para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar foram transportados desde África muitos escravos, em condições desumanas.

 

 

 

CONSTRUÇÃO DO IMPÉRIO ESPANHOL DA AMÉRICA

 

 

Rivalidade luso-castelhana

 

Disputa pelo arquipélago das Canárias e o Tratado de Alcáçovas (1480)

A competição entre Portugal e Castela (depois Espanha) sobre a posse dos territórios descobertos começou com a disputa do arquipélago das Canárias. Para resolver este conflito, foi assinado um tratado (Tratado de Alcáçovas) onde ficou determinado que Portugal desistia das Canárias, e em troca tinha o domínio exclusivo dos territórios a sul daquelas ilhas.

 

Descoberta da América (1492) e Tratado de Tordesilhas (1494)

Espanha (após união entre Castela, Leão e Aragão) tinha também interesse em chegar à Índia por mar, e por isso financiou a viagem de Cristóvão Colombo que pretendia chegar à Ásia navegando para Ocidente, uma vez que já se sabia que a Terra era redonda. Em 1492 atingiu terras que pensava serem da Índia, mas afinal tinha acabado de descobrir um novo continente: a América.

No entanto, as terras que descobriu, as Antilhas, encontravam-se a sul das Canárias, e segundo o Tratado de Alcáçovas, essas terras deveriam pertencer a Portugal. Para resolver mais este conflito, foi assinado um novo tratado (o Tratado de Tordesilhas) que dividiu o mundo em dois hemiférios, a partir de um meridiano que passava a 370 léguas  a ocidente de Cabo Verde. As terras para oriente desse meridiano pertenceriam a Portugal, e a ocidente a Espanha.

Nesta fase, também outras nações europeias pretendiam expandir os seus territórios e pretendiam navegar livremente em qualquer parte do mundo, mas este tratado veio consolidar a política portuguesa e espanhola do mare clausum (mar fechado).

 

Nota: Alguns historiadores acreditam que os Portugueses já tinham chegado ao Brasil numa viagem anterior a 1494, pois durante as negociações com Espanha por causa do Tratado de Tordesilhas, o rei português conseguiu fazer com que esse território ficasse na parte portuguesa. Existe assim a dúvida se o desvio da armada de Pedro Álvares Cabral ocorreu devido a uma tempestade, ou se foi intencional. No entanto, a data oficial da descoberta do Brasil é de 22 de abril de 1500.

 

 


 

Revê aqui a matéria/resumo de matemática/síntese de História:

 


 

EXERCÍCIOS

Teste 1   |   enunciado » correção

Nota: apenas o Grupo II se refere a este capítulo

Teste 2   |   enunciado » correção

Nota: apenas os Grupo I e Grupo II se referem a este capítulo

 


 

O que tens de saber neste capítulo, segundo o programa e metas curriculares de História – 8º ano:

 

DOMÍNIO: EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI

SUBDOMÍNIO: O EXPANSIONISMO EUROPEU

 

  • Conhecer e compreender o pioneirismo português no processo de expansão europeu
  1. Relacionar o arranque do processo de expansão europeu com as dificuldades e tensões acumuladas na segunda metade do século XIV.
  2. Relacionar o crescimento demográfico e comercial europeu do século XV com as necessidades de expansão interna e externa da Europa.
  3. Explicar as condições políticas, sociais, técnicas, científicas e religiosas que possibilitaram o arranque da expansão portuguesa.

 

  • Conhecer os processos de expansão dos Impérios Peninsulares
  1. Descrever as prioridades concedidas à expansão nos períodos do Infante D. Henrique, de D. Afonso V, de D. João II e de D. Manuel I e os seus resultados.
  2. Caracterizar os principais sistemas de exploração do Império português nas ilhas atlânticas, costa ocidental africana, Brasil e Império português do Oriente.
  3. Identificar os conflitos entre Portugal e Castela pela posse de territórios ultramarinos, relacionando-os com os tratados de Alcáçovas e de Tordesilhas e com a consolidação da teoria do Mare Clausum.
  4. Caracterizar a conquista e construção do Império espanhol da América.
  5. Reconhecer o apogeu de Portugal como a grande potência mundial na primeira metade do século XVI e de Espanha na segunda metade da mesma centúria.

 

  • Compreender as transformações decorrentes do comércio à escala mundial
  1. Caracterizar as grandes rotas do comércio mundial do século XVI.
  2. Avaliar as consequências do comércio intercontinental no quotidiano e nos consumos mundiais.
  3. Descrever a dinamização dos centros económicos europeus decorrente da mundialização da economia.
  4. Explicar o domínio de Antuérpia na distribuição e venda dos produtos coloniais na Europa.

 

  • Compreender os séculos XV e XVI como período de ampliação dos níveis de multiculturalidade das sociedades
  1. Identificar, no âmbito de processos de colonização, fenómenos de intercâmbio, aculturação e assimilação.
  2. Caracterizar a escravatura nos séculos XV e XVI e as atitudes dos europeus face a negros e índios.
  3. Referenciar a intensificação das perseguições aos judeus que culminaram na expulsão ou na conversão forçada e na perseguição dos mesmos de muitos territórios da Europa Ocidental, com destaque para o caso português.
  4. Constatar a permanência e a universalidade de valores e atitudes racistas até à atualidade.

 

  • Conhecer o processo de união dos impérios peninsulares e a Restauração da Independência portuguesas em 1640
  1. Indicar os motivos da crise do Império português a partir da segunda metade do século XVI.
  2. Descrever os fatores que estiveram na origem da perda de independência portuguesa em 1580 e da concretização de uma monarquia dual.
  3. Relacionar a ascensão económica e colonial da Europa do Norte com a crise do Império espanhol e as suas repercussões em Portugal.
  4. Relacionar o incumprimento das promessas feitas por Filipe I, nas cortes de Tomar, pelos seus sucessores com o crescente descontentamento dos vários grupos sociais portugueses.
  5. Descrever os principais acontecimentos da Restauração da independência de Portugal no 1.º de Dezembro de 1640.

 


 

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