Ciências Naturais 7º ano | Manual Missão Terra 7 (Areal Editores)

Manual Missão Terra 7

Resumo dos conteúdos e proposta de correção dos exercícios
Realizado por Luis Carrilho, não por IA!

   

S1. DINÂMICAS EXTERNAS DA TERRA

 

Geologia
⤷ ciência que estuda a Terra (a sua origem, história, composição e características)

Áreas da Geologia
⤷ Mineralogia → minerais
⤷ Vulcanologia → vulcanismo
⤷ Sismologia → sismos
⤷ Paleontologia → fósseis
⤷ entre outras

Paisagem
⤷ aspetos naturais ou humanizados característicos de uma determinada região

Paisagens humanizadas
⤷ paisagens marcadas pela ação do ser humano

Paisagens naturais
⤷ paisagens onde predominam elementos naturais (como rios, lagos, montanhas, vegetação, rochas, …)

Paisagem geológica
⤷ paisagem onde predomina um tipo de rocha

Tipos de rochas
⤷ rochas sedimentares
⤷ rochas magmáticas (vulcânicas e plutónicas)
⤷ rochas metamórficas

Como se formam as rochas sedimentares
⤷ consolidação de fragmentos de rochas ou seres vivos
⤷ precipitação química

Como se formam as rochas magmáticas
⤷ arrefecimento e solidificação do magma

Rochas magmáticas vulcânicas
⤷ arrefecimento rápido do magma, à superfície

Rochas magmáticas plutónicas
⤷ arrefecimento lento do magma, no interior da Terra

Rochas metamórficas
⤷ modificação das rochas já existentes devido a altas pressões e temperaturas

 

Ciência que estuda a Terra (a sua origem, história, composição e características).

Mineralogia (minerais), Vulcanologia (vulcanismo), Sismologia (sismos), Paleontologia (fósseis), entre outras.

Aspetos naturais ou humanizados característicos de uma determinada região.

Paisagens marcada pela ação do ser humano.

Paisagens onde predominam elementos naturais (como rios, lagos, montanhas, vegetação, rochas, …).

Paisagem onde predomina um tipo de rocha.

Rochas sedimentares, rochas magmáticas (vulcânicas e plutónicas) e rochas metamórficas.

Através da consolidação de fragmentos de rochas ou de seres vivos, ou por precipitação química.

A partir do arrefecimento e solidificação do magma.

As rochas magmáticas vulcânicas formam-se através do arrefecimento rápido do magma, à superfície.
As rochas magmáticas plutónicas formam-se através do arrefecimento lento do magma, no interior da Terra.

Através da modificação das rochas já existentes devido a altas pressões e temperaturas.

 

Mineral
⤷ sólido cristalino
⤷ inorgânico
⤷ natural
⤷ com composição química fixa (ou que varia entre limites bem definidos)

Propriedades dos minerais
⤷ cor
⤷ brilho
⤷ fratura
⤷ clivagem
⤷ traço (ou risco)
⤷ magnetismo
⤷ dureza
⤷ efervescência

Minerais idiocromáticos
⤷ cor constante

Minerais alocromáticos
⤷ cor variável conforme a amostra (como o quartzo)

Cor de alguns minerais
⤷ olivina → verde
⤷ moscovite → cor clara
⤷ biotite → cor escura

Cor como propriedade
⤷ não é uma boa propriedade para identificar minerais por haver minerais com diversas cores conforme a amostra (como o quartzo)

Brilho metálico
⤷ semelhante ao dos metais
⤷ não se deixam atravessar pela luz, ou seja, são opacos, ou quase opacos

Brilho não metálico
⤷ típico dos minerais transparentes

Fratura
⤷ origina superfícies irregulares quando parte (como o quartzo)

Clivagem
⤷ origina superfícies planas quando parte (como a calcite, moscovite e biotite)

Traço (ou risca)
⤷ cor do mineral reduzido a pó
⤷ pode ser diferente da cor do mineral (como a hematite que é cinza e tem traço vermelho terroso)

Magnetismo
⤷ atração por ímanes (como a magnetite)

Dureza
⤷ resistência do mineral ao ser riscado
⤷ pode ser medido através da escala de Mohs

Minerais da escala de Mohs por ordem crescente de dureza
⤷ talco, gesso, calcite, fluorite, apatite, feldspato, quartzo, topázio, corindo e diamante

Materiais que podem ser utilizados para medir a dureza de um mineral
⤷ unha → dureza 2,5
⤷ moeda de cobre → dureza 3
⤷ prego de aço → dureza 5,5
⤷ vidro → dureza 6

Efervescência
⤷ reação com os ácidos (como a calcite)

 

Sólido cristalino, inorgânico, natural, com composição química fixa (ou que varia entre limites bem definidos).

Cor, brilho, fratura, clivagem, traço (ou risco), magnetismo, dureza e efervescência.

Minerais com cor constante.

Minerais com cor variável conforme a amostra (como o quartzo).

Verde.

A moscovite tem cor clara e a biotite tem cor escura.

Não, porque há minerais com diversas cores conforme a amostra (como o quartzo).

Brilho metálico.

Brilho não metálico.

Um mineral com fratura origina superfícies irregulares quando parte (como o quartzo), enquanto que um mineral com clivagem origina superfícies planas (como a calcite, moscovite e biotite).

Cor do mineral reduzido a pó.

O traço pode ser diferente da cor do mineral (como a hematite que é cinza e tem traço vermelho terroso).

Atração por ímanes.

Magnetite.

Resistência do mineral ao ser riscado.

Através da escala de Mohs.

Talco, gesso, calcite, fluorite, apatite, feldspato, quartzo, topázio, corindo e diamante.

2,5.

3.

5,5.

6.

Calcite.

1. O brilho metálico é semelhante ao dos metais, típico dos minerais que não se deixam atravessar pela luz, ou seja, que são opacos, ou quase opacos (como a galena).
O brilho não metálico é típico dos minerais transparentes (como a fluorite).

2. Quartzo.

3. Porque há minerais com diversas cores conforme a amostra (como o quartzo).

1.Um mineral com fratura origina superfícies irregulares quando parte (como o quartzo), enquanto que um mineral com clivagem origina superfícies planas (como a calcite, moscovite e biotite).

2. Quartzo.

3. Em contacto com os ácidos.

4. Calcite.

5. Vermelho terroso.

6. Resistência do mineral ao ser riscado.

1.1. Sólido cristalino, inorgânico, natural, com composição química fixa (ou que varia entre limites bem definidos).

1.2. B.

1.3. B.

1.4. A.

2.
(a) idiocromático
(b) metálico
(c) risca

3.
a) 4
b) 5
c) 3
d) 1
e) 2

4.
A – Granito
B – Gelo de frigorífico
C – Pérola

5. A.

6.
A – F
B – V
C – V
D – V
E – V
F – F

 

Agentes geológicos externos
⤷ água, vento e seres vivos
⤷ alteram e desagregam as rochas e transportam os fragmentos resultantes

Ação da água
⤷ dissolve e reage com minerais
⤷ entra em fendas e provoca a desagregação de rochas ao congelar pois aumenta de volume e aumenta a pressão na rocha
⤷ transporta fragmentos rochosos

Ação do vento
⤷ desgaste nas rochas através dos fragmentos rochosos que transporta
⤷ desgaste pode ser maior na base das rochas originando blocos pedunculados

Ação dos seres vivos
⤷ raízes das plantas e animais alteram, fraturam e desagregam as rochas

Etapas de formação de rochas sedimentares
⤷ sedimentogénese → formação de sedimentos (rocha não consolidada)
⤷ diagénese → formação de rocha consolidada

Processos de sedimentogénese
⤷ meteriorização → alteração da rocha (meteorização química) e sua fratura (meteorização física)
⤷ erosão → remoção dos sedimentos
⤷ transporte→ deslocação
⤷ sedimentação → deposição em estratos horizontais

Processos de diagénese
⤷ compactação → menos espaço entre sedimentos e perda de água
⤷ cimentação → formação de um cimento através da precipitação de substâncias dissolvidas na água

Influência da distância de transporte na forma dos clastos
⤷ quanto maior a distância, mais pequenos e mais arredondados, pois vão sofrendo desgaste ao longo do trajeto

Tipos de rochas sedimentares
⤷ detríticas
⤷ quimiogénicas
⤷ biogénicas

Como se formam as rochas sedimentares detríticas
⤷ a partir de sedimentos de rochas preexistentes que sofreram meteorização

Rocha não consolidada → rocha consolidada
⤷ argila → argilito
⤷ areia → arenito
⤷ balastro (cascalho, seixo ou bloco) → conglomerado

Como se formam as rochas sedimentares quimiogénicas
⤷ por evaporação ou por precipitação de substâncias dissolvidas na água

Rochas formadas por evaporação da água (evaporitos)
⤷ sal-gema (halite/cloreto de sódio)
⤷ gesso (sulfato de cálcio hidratado)

Rocha formada por precipitação química
⤷ calcário (calcite/carbonato de cálcio)

Como se formam as rochas sedimentares biogénicas
⤷ a partir de restos de organismos

Exemplos de rochas sedimentares biogénicas
⤷ calcário conquífero (conchas e animais marinhos)
⤷ calcário recifal (corais)
⤷ carvão (restos vegetais)

Tipos de paisagens sedimentares
⤷ paisagem eólica
⤷ paisagem cársica
⤷ paisagem litoral
⤷ paisagem fluvial

Estrutura da paisagem eólica
⤷ dunas

Dunas
⤷ acumulações de areia resultantes da ação do vento

Estruturas da paisagem cársica
⤷ lapiás
⤷ dolina
⤷ algar
⤷ gruta, com estalactites, estalagmites e colunas
⤷ exsurgência

Como se formam os relevos cársicos
⤷ dissolução do calcário pela águas das chuvas (com dióxido de carbono dissolvido)

Lapiás
⤷ sulcos que recortam a superfície do maciço de calcário

Dolina
⤷ depressão no calcário
⤷ pode conter depósitos de sedimentos calcários e argilosos de cor avernelhada

Algar
⤷ poço

Gruta
⤷ cavidade subterrânia

Estalactites
⤷ precipitação do calcário no teto das grutas

Estalagmites
⤷ precipitação do calcário no chão das grutas

Colunas
⤷ união entre estalactites e estalagmites

Exsurgência
⤷ aparecimento, ao ar livre, de águas provenientes de condutas subterrâneas

Estrutura da paisagem litoral
⤷ arribas

Arriba
⤷ escarpa de inclinação acentuada, formada pela ação erosiva do mar

Estrutura da paisagem fluvial
⤷ praia fluvial

Praia fluvial
⤷ resulta da dinâmica entre a água de um rio e os sedimentos que transporta

Chaminés de fada
⤷ estrutura colunar com materiais de diferentes resistências à erosão
⤷ a água da chuva e o vento desgastam os materiais menos resistentes

Paisagens sedimentares em Portugal
⤷ sobretudo no litoral do centro e do sul e ao longo das bacias do rio Tejo e do rio Sado

 

Agentes que alteram e desagregam as rochas e transportam os fragmentos resultantes

Água, vento e seres vivos.

Dissolve e reage com minerais, entra em fendas e provoca a desagregação de rochas ao congelar (pois aumenta de volume e aumenta a pressão na rocha), e transporta fragmentos rochosos.

Desgaste nas rochas através dos fragmentos rochosos que transportam.

Rocha que sofreu um desgaste do vento maior na sua base.

As raízes das plantas e os animais alteram, fraturam e desagregam as rochas.

Sedimentogénese e diagénese.

Formação de sedimentos (rocha não consolidada).

Meteorização, erosão, transporte e sedimentação.

Alteração da rocha (meteorização química) e sua fratura (meteorização física).

Remoção dos sedimentos da rocha.

Quanto maior a distância, mais pequenos e mais arredondados, pois vão sofrendo desgaste ao longo do trajeto.

Compactação e cimentação.

Consiste na diminuição dos espaços entre os sedimentos devido à pressão das camadas acima e na perda de água.

Formação de um cimento através da precipitação de substâncias dissolvidas na água que liga os sedimentos.

Detrícias, quimiogénicas e biogénicas.

A partir de sedimentos de rochas preexistentes que sofreram meteorização.

Argilito.

Arenito.

Conglomerado.

Por evaporação ou por precipitação de substâncias dissolvidas na água.

Evaporitos.

Sal-gema e gesso.

Calcário.

A partir de restos de organismos.

Calcário conquífero, calcário recifal e carvão.

Eólica, cársica, litoral e fluvial.

Dunas.

Através da dissolução do calcário pela águas das chuvas (com dióxido de carbono dissolvido).

Lapiás, dolina, algar, gruta (com estalactites, estalagmites e colunas) e exsurgência.

Arriba.

Praia fluvial.

Estrutura colunar com materiais de diferentes resistências à erosão formada devidos à ação da água da chuva e do vento que desgastam os materiais menos resistentes.

Litoral do centro e do sul e ao longo das bacias do rio Tejo e do rio Sado.

1. A água líquida transporta fragmentos rochosos e reage com os minerais. Quando entra nas fendas das rochas, ao congelar aumenta de volume, aumenta a pressão nas rochas e provoca a sua desagregação.

2. O vento cria desgaste nas rochas através dos fragmentos rochosos que transporta.

3. As raízes das plantas alteram, fraturam e desagregam as rochas.

 

S2. ESTRUTURA E DINÂMICA INTERNA DA TERRA

 

Hipótese da Deriva dos Continentes
⤷ teoria que defende que os continentes já estiveram todos unidos num só supercontinente (Pangeia), rodeado por um só oceano (Pantalassa)

Início da fragmentação da Pangeia
⤷ há cerca de 250 Ma, no Mesozoico

Continentes que se formaram após a fragmentação da Pangeia
⤷ Laurásia, a norte
⤷ Gondwana, a sul

Quem apresentou esta teoria
⤷ Alfred Wegener, em 1915

Tipos de argumentos que sustentam esta teoria
⤷ morfológicos
⤷ paleontológicos
⤷ litológicos
⤷ paleoclimáticos

Argumentos morfológicos
⤷ continentes encaixam-se uns nos outros

Argumentos paleontológicos
⤷ fósseis iguais em diferentes continentes

Argumentos litológicos
⤷ rochas semelhantes e da mesma idade em diferentes continentes

Argumentos paleoclimáticos
⤷ evidências de climas diferentes dos atuais

Exemplos de argumentos paleoclimáticos
⤷ vestígios de glaciares em zonas tropicais, como em África e na costa leste da América do Sul
⤷ depósitos de carvão, característicos de climas tropicais, na Gronelândia

Justificação de Wegener para o movimento dos continentes
⤷ força de rotação da Terra e das marés

Porque não foi aceite esta teoria na época
⤷ de acordo com os cientistas da época, as forças de rotação da Terra e das marés não eram suficientes para mover os continentes

Sonar
⤷ aparelho que envia ondas sonoras e que são refletidas no fundo do oceano, permitindo o cálculo da profundidade do lugar

Estruturas do fundo oceânico
⤷ plataforma continental
⤷ talude continental
⤷ planície abissal
⤷ dorsal oceânica
⤷ rifte
⤷ fossas oceânicas
⤷ montes submarinos

Plataforma continental
⤷ zona plana de pouca profundidade junto ao continente

Talude continental
⤷ declive entre a plataforma continental e a planície abissal

Planície abissal
⤷ zona plana de grande profundidade

Dorsal oceânica
⤷ cadeia montanhosa submarina

Rifte
⤷ vale no meio da dorsal por onde ascende magma (material rochoso em fusão)

Fossas oceânicas
⤷ depressão bastante profunda

Montes submarinos
⤷ relevos submersos que podem dar origem a ilhas

Novas tecnologias que permitiram a observação direta e a recolha de amostras dos fundos oceânicos
⤷ submersíveis tripulados
⤷ veículos operados remotamente
⤷ perfurações

Paleomagnetismo
⤷ estudo da evolução do campo magnético da Terra com base nas rochas com minerais magnéticos (basalto com magnetite)

O que demonstrou o paleomagnetismo
⤷ que o campo magnético sofreu várias inversões ao longo do tempo, dado que algumas rochas apresentam polaridade normal (força magnética aponta para sul) e outras polaridade inversa (força magnética aponta para norte)

Registo paleomagnético do fundo oceânico
⤷ padrão simétrico em relação ao rifte

Idades das rochas
⤷ quanto mais próximas do rifte, mais recentes

O que foi possível constatar através do estudo do paleomagnetismo e da idade das rochas dos fundos oceânicos
⤷ que os fundos oceânicos crescem a partir dos riftes

Explicação para a expansão dos fundos oceânicos
⤷ o magma ascende pelo rifte, formando continuamente nova rocha, que se vai afastando nos dois lados do rifte

Litosfera
⤷ camada rochosa mais superficial da Terra, com comportamento rígido
⤷ corresponde à crusta (continental e oceânica) e à parte superior do manto

Astenosfera
⤷ camada rochosa abaixo da litosfera, com comportamento plástico (as rochas podem fluir)
⤷ corresponde ao manto

Teoria da Tectónica de Placas
⤷ a litosfera encontra-se fragmentada em cerca de oito grandes placas litosféricas, que se movem lentamente sobre a astenosfera

Placa tectónica onde se encontra Portugal
⤷ placa euro-asiática

Tipos de limites das placas tectónicas
⤷ divergentes (ou construtivos) → as placas afastam-se uma da outra
⤷ convergentes (ou destrutivos) → as placas chocam uma com a outra
⤷ transformantes (ou conservativos) → as placas deslizam lateralmente uma em relação à outra

Limite divergente
⤷ formação de crusta oceânica, vulcanismo e sismos
⤷ associado aos riftes

Limite convergente entre duas placas continentais
⤷ formação de cadeias montanhosas

Limite convergente entre uma placa continental e uma oceânica
⤷ zona de subducção, onde a placa oceânica (mais densa) mergulha sob a placa continental, há destruição de crusta oceânica, formação de cadeias montanhosas, vulcanismo e sismos
⤷ associado às fossas oceânicas

Limite convergente entre duas placas oceânicas
⤷ zona de subducção, onde a placa oceânica mais densa mergulha sob a menos densa, há destruição de crusta oceânica, vulcanismo e sismos
⤷ associado às fossas oceânicas

Limite transformante
⤷ não há nem formação nem destruição de crusta, mas existe grande atividade sísmica

Justificação para o movimentos das placas tectónicas
⤷ correntes de convecção na astenosfera

Explicação das correntes de convecção na astenosfera
⤷ o material rochoso e fluido, aquecido pelo calor do interior da Terra, torna-se menos denso, o que o faz subir
⤷ ao subir, arrefece, torna-se mais denso e desce, e assim sucessivamente

Constância do volume da Terra
⤷ a Terra mantém o seu volume pois a formação de crusta nos riftes é compensada com a destruição de crusta nas zonas de subducção

 

Deformações das rochas junto aos limites das placas tectónicas
⤷ dobras
⤷ falhas

Dobras
⤷ surgem em rochas com comportamento dúctil que sofrem forças compressivas

Elementos geométricos das dobras
⤷ flancos → lados da dobra
⤷ charneira → zona mais encurvada
⤷ eixo → linha de interseção dos flancos
⤷ plano axial → plano que divide a dobra ao meio

Falhas
⤷ surgem em rochas com comportamento frágil que sofrem forças compressivas, distensivas ou de cisalhamento

Elementos geométricos das falhas
⤷ plano de falha
⤷ teto → bloco acima do plano de falha
⤷ muro → bloco abaixo do plano de falha
⤷ rejeito → distância de deslocamento

Tipos de falhas
⤷ normal
⤷ inversa
⤷ de desligamento

Falha normal
⤷ ocorre devido a forças distensivas
⤷ o teto desce em relação ao muro

Falha inversa
⤷ ocorre devido a forças compressivas
⤷ o teto sobe em relação ao muro

Falha de desligamento
⤷ ocorre devido a forças de cisalhamento
⤷ movimento horizontal entre os blocos

Formação de cadeias montanhosas
⤷ ocorre sobretudo em limites convergentes, onde ocorrem dobras e falhas

 

S3. CONSEQUÊNCIAS DA DINÂMICA INTERNA DA TERRA

 

Vulcão
⤷ abertura da crusta terrestre por onde ascende material do interior da Terra

Constituição do aparelho vulcânico
⤷ câmara magmática
⤷ chaminé
⤷ cratera
⤷ cone vulcânico
⤷ pode apresentar chaminés, crateras e cones vulcânicos secundários

Câmara magmática
⤷ reservatório de magma no interior da Terra

Chaminé
⤷ por onde ascende o magma

Cratera
⤷ abertura por onde são expelidos os materiais

Cone vulcânico
⤷ estrutura resultante da acumulação dos materiais expelidos

Materiais expelidos pelos vulcões
⤷ lava
⤷ piroclastos
⤷ gases

Diferença entre lava e magma
⤷ a lava tem origem no magma quando este atinge a superfície

Tipos de lava
⤷ escoriácea → tem origem em magma viscoso
⤷ encordoada → tem origem em magma fluido
⤷ em almofada → solidificou debaixo de água

Piroclastos
⤷ fragmentos rochosos que têm origem na consolidação do magma antes de atingir a superfície

Classificação de piroclastos por ordem crescente de tamanho
⤷ cinzas
⤷ lapilli
⤷ bombas

Principais gases libertados numa erupção vulcânica
⤷ vapor de água
⤷ dióxido de carbono
⤷ dióxido de enxofre

Tipos de atividade vulcânica
⤷ efusiva
⤷ explosiva
⤷ mista

Atividade efusiva
⤷ emissão calma de lava fluida com poucos gases
⤷ podem-se formar repuxos, lagos, escoadas ou rios de lava

Atividade explosiva
⤷ emissão violenta, com explosões, de lava viscosa rica em gases e de piroclastos
⤷ podem-se formar nuvens ardentes, agulhas ou domos vulcânicos

Nuvem ardente
⤷ constituída por gases e piroclastos que se deslocam a grande velocidade e a alta temperatura, com elevado poder de destruição

Agulha vulcânica
⤷ solidificação da lava no interior da chaminé

Domo vulcânica
⤷ solidificação da lava na zona da cratera

Atividade mista
⤷ emissão alternada de lavas fluidas com poucos gases com lavas viscosas com muitos gases e piroclastos

Características do cone vulcânico resultante da atividade efusiva
⤷ baixo
⤷ base larga
⤷ vertentes pouco inclinadas
⤷ constituído essencialmente por lava consolidada
⤷ pode reduzir-se a uma fissura

Características do cone vulcânico resultante da atividade explosiva
⤷ alto
⤷ base estreita
⤷ vertentes muito inclinadas
⤷ constituído por lava consolidada e piroclastos
⤷ pode apresentar agulhas ou domos

Características do cone vulcânico resultante da atividade mista
⤷ tamanho médio
⤷ vertentes com inclinação média
⤷ constituído por lava consolidada e piroclastos

Vulcanismo secundário
⤷ fenómenos associados à ascensão à superfície de gases e água aquecidos devido à proximidade de magma

Fenómenos de vulcanismo secundário
⤷ nascentes termais
⤷ fumarolas
⤷ géiseres

Nascentes termais
⤷ água rica em sais minerais que ascende à superfície

Fumarolas
⤷ emissão de gases (como o dióxido de carbono e o dióxido de enxofre) através de fendas ou fissuras no solo

Géiseres
⤷ jatos intermitentes de água e vapor de água

Riscos do vulcanismo
⤷ destruição de infraestruturas
⤷ destruição de habitats
⤷ mortes e feridos
⤷ perturbações da atividade social e económica

Benefícios do vulcanismo
⤷ saúde, devido às propriedades terapêuticas das águas termais
⤷ exploração agrícola, devido à fertilização dos solos pelas cinzas
⤷ energia geotérmica, produzida através do calor interno da Terra
⤷ turismo, devido às paisagens e fenómenos vulcânicos

Instrumentos de monitorização de um vulcão
⤷ sismógrafo
⤷ altímetro
⤷ clinómetro
⤷ GPS
⤷ coletores de lava
⤷ termómetro

Medidas de prevenção
⤷ plano de evacuação em zonas de risco
⤷ sensibilização e educação das populações

 

Como se formam as rochas magmáticas
⤷ a partir do arrefecimento e consolidação do magma

Tipo de rochas magmáticas
⤷ vulcânicas (ou extrusivas) → solidificam rapidamente à superfície
⤷ plutónicas (ou intrusivas) → solidificam lentamente em profundidade

 

Sismo
⤷ movimento brusco da listosfera que origina libertação de energia

Classificação de sismos quanto à sua origem
⤷ naturais → associados a fenómenos como o vulcanismo e ao movimento das placas tectónicas (sismo tectónico)
⤷ artificiais → resultantes da atividade humana como explosões em pedreiras e testes nucleares

Hipocentro (ou foco)
⤷ local no interior da Terra onde ocorre a libertação de energia

Epicentro
⤷ ponto da superfície terrestre na vertical do hipocentro
⤷ onde o sismo é sentido com maior intensidade à superfície

Ondas sísmicas
⤷ forma como a energia se propaga

Sismógrafo
⤷ instrumento de deteção dos sismos

Sismograma
⤷ gráfico do sismógrafo

Abalos premonitórios
⤷ sismos de menor intensidade que ocorrem antes de um sismo que liberta muita energia

Réplicas
⤷ sismos de menor intensidade que ocorrem depois de um sismo que liberta muita energia

Maremoto (ou tsunami)
⤷ ondas gigantes provocadas por um sismo com epicentro no fundo oceânico

Escalas de medição de um sismo
⤷ escala de Richter
⤷ escala Macrossísmica Europeia

Escala de Richter
⤷ mede a energia libertada → magnitude
⤷ escala aberta, sem limite superior
⤷ objetiva, pois é independente do observador e do local

Escala Macrossísmica Europeia
⤷ avalia os efeitos do sismo → intensidade sísmica
⤷ escala fechada, de grau I a grau XII
⤷ subjetiva, pois depende de vários fatores como a perceção do observador e as infraestruturas do local
⤷ representa-se através de uma carta de isossistas

Isossistas
⤷ linhas que delimitam zonas de igual intensidade sísmica

Efeitos dos sismos
⤷ queda de objetos
⤷ derrocadas e deslizamento de terrenos
⤷ destruição de infraestruturas
⤷ tsunamis
⤷ inundações
⤷ incêndios
⤷ mortes e feridos

Relação entre a escala de Richter e a escala Macrossísmica Europeia
⤷ normalmente, quanto maior a magnitude, maior a intensidade
⤷ no entanto, um sismo de grande magnitude pode provocar poucos estragos em locais com infraestruturas preparadas para os sismos, e um sismo de pequena magnitude pode provocar grandes estragos em locais com infraestruturas frágeis

Fatores de risco sísmico
⤷ litologia da região → o tipo de rochas influencia como as ondas sísmicas se propagam
⤷ localização → maior risco junto a falhas ativas
⤷ vulnerabilidade da região → preparação da população e das infraestruturas para os sismos

Instrumentos que permitem estimar o risco sísmico de uma região
⤷ cartas de isossistas de intensidades máximas
⤷ cartas de risco sísmico

Risco sísmico em Portugal
⤷ muito elevado nas zonas litorais do centro e sul
⤷ elevado para o arquipélago dos Açores

Medidas de prevenção do risco sísmico
⤷ medidas geotécnicas como o afastamento de edifícios de zonas de risco de deslizamento de terras, redes de contenção e pregagens de afloramentos rochosos e de solos instáveis
⤷ construção antissísmica
⤷ barreiras anti-tsunami
⤷ conhecimento geológico da região
⤷ sensibilização das populações

O que fazer antes de um sismo
⤷ saber desligar a eletricidade e cortar a água e o gás de casa
⤷ ter um kit de emergência com estojo de primeiros socorros, lanterna, rádio portátil e pilhas
⤷ armazenar alimentos enlatados e água
⤷ fixar estantes e colocar objetos volumosos no chão ou em prateleiras mais baixas

O que fazer durante um sismo
⤷ em casa, abrigar no vão de uma porta interior ou debaixo de uma mesa ou cama
⤷ não utilizar elevadores
⤷ na rua, deslocar para um local aberto, longe de edifícios, muros e postes de eletricidade que possam cair em cima e longe de linhas de água

O que fazer depois de um sismo
⤷ manter a calma e estar preparado para réplicas
⤷ desligar a água e cortar a eletricidade e o gás
⤷ não acender fósforos, isqueiros e não fumar
⤷ ligar o rádio e estar atento às indicações dadas pela entidades de segurança

Tecnologias que permitem a monitorização dos terrenos
⤷ sismógrafo
⤷ teodolito
⤷ GPS e geodasia espacial

Relação entre a distribuição dos sismos e dos vulcões e a dinâmica interna da Terra
⤷ a maior parte dos vulcões e dos sismos encontra-se nos limites de placas tectónicas porque são consequência da dinâmica interna da Terra
⤷ devido a essa dinâmica, como o movimento das placas tectónicas, existem locais onde o magma ascende e há forças que podem causar falhas nas rochas que originam libertação de energia

Áreas de maior atividade sísmica e vulcânica
⤷ Anel de Fogo do Pacífico
⤷ Dorsal Médio-Atlântica
⤷ Cintura Mediterrânica

Movimento brusco da listosfera que origina libertação de energia.

Naturais ou artificiais.

Sismo tectónico.

Local no interior da Terra onde ocorre a libertação de energia.

Ponto da superfície terrestre na vertical do hipocentro.

No epicentro.

Através de ondas sísmicas.

Sismógrafo.

Sismograma.

Abalos premonitórios.

Réplicas.

Ondas gigantes provocadas por um sismo com epicentro no fundo oceânico.

Escala de Richter e escala Macrossísmica Europeia.

A magnitude, ou seja, a energia libertada pelo sismo.

A intensidade, ou seja, os efeitos do sismo.

A escala de Richter é uma escala aberta, sem limite superior, e a escala Macrossísmica Europeia é uma escala fechada,de grau I a grau XII.

A escala de Richter, pois é independente do observador e do local.

Porque depende de vários fatores como a perceção do observador e as infraestruturas do local.

Linhas de um mapa que delimitam zonas de igual intensidade sísmica.

Queda de objetos, derrocadas e deslizamento de terrenos, destruição de infraestruturas, tsunamis, inundações, incêndios, mortes e feridos.

Normalmente, quanto maior a magnitude, maior a intensidade. No entanto, um sismo de grande magnitude pode provocar poucos estragos em locais com infraestruturas preparadas para os sismos, e um sismo de pequena magnitude pode provocar grandes estragos em locais com infraestruturas frágeis.

Litologia da região, localização e vulnerabilidade da região.

Cartas de isossistas de intensidades máximas e cartas de risco sísmico.

Muito elevado nas zonas litorais do centro e sul e elevado para o arquipélago dos Açores.

Medidas geotécnicas como o afastamento de edifícios de zonas de risco de deslizamento de terras, redes de contenção e pregagens de afloramentos rochosos e de solos instáveis, construção antissísmica, barreiras anti-tsunami, conhecimento geológico da região e sensibilização das populações.

Saber desligar a eletricidade e cortar a água e o gás de casa, ter um kit de emergência com estojo de primeiros socorros, lanterna, rádio portátil e pilhas, armazenar alimentos enlatados e água e fixar estantes e colocar objetos volumosos no chão ou em prateleiras mais baixas.

Em casa, abrigar no vão de uma porta interior ou debaixo de uma mesa ou cama, não utilizar elevadores. Na rua, deslocar para um local aberto, longe de edifícios, muros e postes de eletricidade que possam cair em cima e longe de linhas de água.

Manter a calma e estar preparado para réplicas, desligar a água e cortar a eletricidade e o gás, não acender fósforos, isqueiros e não fumar, ligar o rádio e estar atento às indicações dadas pela entidades de segurança.

A maior parte dos vulcões e dos sismos encontra-se nos limites de placas tectónicas porque são consequência da dinâmica interna da Terra. Devido a essa dinâmica, como o movimento das placas tectónicas, existem locais onde o magma ascende e há forças que podem causar falhas e libertação de energia.

Anel de Fogo do Pacífico, Dorsal Médio-Atlântica e Cintura Mediterrânica.

1. Um sismógrafo deteta movimentos da litosfera sob a forma de um sismograma.

2. O hipocentro é o local no interior da Terra onde ocorre a libertação de energia do sismo e o epicentro é o ponto da superfície terrestre na vertical do hipocentro onde o sismo é sentido com maior intensidade.

3. Abalos premonitórios são sismos de menor intensidade que ocorrem antes de um sismo que liberta muita energia e as réplicas são os sismos que ocorrem depois.

4. Um sismo é provocado pela libertação de energia no hipocentro, que depois é propagada sob a forma de ondas sísmicas pela litosfera.

1.1. Avaliação dos efeitos de um sismo.

1.2. Energia libertada pelo sismo.

2. A escala de Richter mede a energia libertada (magnitude), é uma escala aberta (sem limite superior) e é objetiva (independente do observador e do local).
A escala Macrossísmica Europeia avalia os efeitos do sismo (intensidade), é uma escala fechada (de grau I a grau XII) e é subjetiva (depende de vários fatores como a perceção do observador e as infraestruturas do local).

3. Perceção do observador (ou as infraestruturas do local).

1. Isossistas.

2. Zonas de igual intensidade sísmica.

3. Faro, Tavira e Loulé.

4. VII.

5. Lagoa (ou Portimão ou Albufeira).

1. Muito elevado nas zonas litorais do centro e sul e elevado para o arquipélago dos Açores.

2. Resposta dependente da localização do aluno

1. Anel de Fogo do Pacífico, Dorsal Médio-Atlântica, Cintura Mediterrânica e rifte Africano.

2. A maior parte dos vulcões e dos sismos encontra-se nos limites de placas tectónicas.

3. A maior parte dos vulcões e dos sismos encontra-se nos limites de placas tectónicas porque são consequência da dinâmica interna da Terra. Devido a essa dinâmica, como o movimento das placas tectónicas, existem locais onde o magma ascende e há forças que podem causar falhas e libertação de energia.

1.1.
A – epicentro
B – hipocentro
C – falha

1.2. Hipocentro.

1.3. Epicentro.

2.1. (B) magnitude de 7,1 na escala de Richter.

2.2. (C) no foco a 10 km abaixo do fundo do mar.

2.3. (D) sismograma que regista as ondas sísmicas.

2.4. Ondas gigantes provocadas por um sismo com epicentro no fundo oceânico.

2.5. Em casa, abrigar no vão de uma porta interior ou debaixo de uma mesa ou cama e não utilizar elevadores (ou, na rua, deslocar para um local aberto, longe de edifícios, muros e postes de eletricidade que possam cair em cima e longe de linhas de água)

2.6. Sismógrafo e teodolito (ou GPS ou geodasia espacial).

3.1. Isossistas.

3.2. As linhas delimitam zonas de igual intensidade sísmica.

3.3. (C) A afirmação 1 é falsa e as afirmações 2 e 3 são verdadeiras.

3.4. (A) oeste de São Jorge.

3.5. (D) os estragos causados em Salão foram superiores aos da Calheta.

3.6. Porque têm como base os efeitos provocados pelo sismo nas populações e nas infraestruturas que se encontram em meio terrestre.

3.7. O arquipélago dos Açores tem elevado risco sísmico por se encontrar junto a limites de placas tectónicas.

4.
a) 3
b) 1
c) 5
d) 2
e) 4

5.
1. Tsunami
2. Richter
3. Isossistas
4. Sismógrafo
5. Foco

6. Não é possível prever a ocorrência de um sismo, mas é possível minimizar os seus efeitos através de várias medidas, como a construção antissísmica, sensibilização das populações e construção de barreiras anti-tsunami.

 

Tipos de métodos de estudo do interior da Terra
⤷ diretos → através de observação direta de rochas do interior da Terra
⤷ indiretos → através de deduções baseadas em informações provenientes de estudos sem observação direta de rochas

Exemplos de métodos diretos
⤷ observação de afloramentos rochosos
⤷ observação de rochas em minas
⤷ sondagens (perfuração

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