Poema | Comigo me Desavim

Esta preciosa miniatura literária não se contenta em flagrar uma batalha íntima, como burila esse flagrante com uma série de invenções felizes, desde o paralelo entre “não posso viver comigo” e “não posso fugir de mim”, até a rima entre “comigo” e “imigo”, forma sincopada da palavra “inimigo”.

Poema | O Computador

É uma obra poética muito imaginativa e divertida ilustrada por Abigail Ascenso. Contém 28 poesias sobre acontecimentos históricos, sobre a guerra, a solidão e sobre situações do dia-a-dia.

Poema | Senhor Extraterrestre

Em 1981 ainda não havia telemóveis e ninguém pensava nestas coisas de duetos improváveis, mas o certo é que os verdadeiros artistas estão sempre actuais, e, tanto Amália como Paião nunca brincaram em serviço. A leitura que se faz hoje em dia deste máxi-single não é certamente a mesma que a Grande Fadista recebeu em 1981 face ao desconforto de cantar um Fado Canção composto por um jovem artista com predilecção para espectáculos de variedades e festivais.

Poema | Não Vale a Pena Pisar

Neste poema o autor pretende, através do exemplo do capim, mostrar a força dos que são explorados. É certo que, por vezes, as forças lhes começam a faltar, no entanto, existirá sempre uma oportunidade, e quando ela chega eles agarram-na e conseguem a sua liberdade

Poema | Trem de Ferro

O poema Trem de ferro foi escrito em 1936 e é dos mais consagrados trabalhos do poeta modernista Manuel Bandeira (1886-1968).
Com muito ritmo e musicalidade, os versos marcados pela oralidade são o retrato de uma época do Brasil.

Poema | O Limpa-Palavras

Com elas comunicamos e pensamos. São as palavras. Alguém decidiu limpá-las para as manter apresentáveis. “Raspar-lhes a sujidade dos dias e do mau uso”, escreve Álvaro Magalhães, que inventou uma profissão: o limpa-palavras.

Poema | As Naus de Verde Pinho

As naus de verde pinho, escritas por Manuel Alegre e ilustradas pelo seu filho, trazem-nos um dos episódios mais marcantes dos nossos Descobrimentos – a dobragem do Cabo das Tormentas.

Poema | A Nau Catrineta

O poema narra as desventuras dos tripulantes durante a longa travessia marítima – os mantimentos que esgotaram, a presença de tentação diabólica e afinal, a intervenção divina, que leva esse navio a seu destino.

Conto | Ainda Não Estão Contentes?

António Torrado nasceu em Lisboa (1939), mas com raízes familiares na Beira Baixa. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas.

Poema: A Triste História do Zero Poeta

Pequeno livro de desmatemática conta com a polissemia da palavra ‘contar’ para levar a lógica abstracta e científica da matemática para o universo narrativo, em verso e em prosa.