A vida sem livros e sem leituras seria mesmo vida?

 

A vida sem livros e sem leituras seria mesmo vida?

 

Já imaginaram como tudo seria diferente para muito pior caso não existissem os livros?

Ficávamos sem um meio por excelência para estudar e aprender sobre o Universo. Não teríamos maravilhosas bibliotecas, carregadas de tesouros do passado e do presente, explicando-nos e mostrando a História para compreendermos quem somos e para onde vamos. Seria muito difícil termos teatro porque, sem os livros, perdíamos um meio fundamental para guardar e transmitir as peças. E Cinema? Pois, também não haveria, porque a esmagadora maioria dos filmes baseia-se naquilo que vem nos livros. E como contar histórias, sem receio de que se perdessem e fossem esquecidas, só com o recurso à oralidade? Além disso, como ficaria a escrita, limitada a áreas pequenas, meio perdida em anúncios, frases soltas, textos minúsculos e quase sem significado? O que seria da comunicação, tal como a conhecemos, se não houvesse livros? No limite, a Humanidade seria mais fria, menos apaixonada e apaixonante, frágil, ignorante, escravizada por si própria e com seres ainda mais distantes entre si.

No filme “O Clube dos Poetas Mortos” (1989), de Peter Weir, uma notável lição para todos nós acerca de valores como paixão, conhecimento, educação, coragem e aventura, o professor Keating, numa interpretação memorável do malogrado Robin Williams, explica aos alunos, depois de não obter respostas, por que razão foi inventada a linguagem: “Para cortejar as mulheres.” É, claro, uma piada, mas ajuda-nos a perceber como estaríamos perdidos enquanto espécie se os livros não existissem.

Por muito que haja quem os rejeite, os livros são a nossa alma como seres humanos. Voltando ao maravilhoso filme e ao fabuloso desempenho de Williams, outra frase poderosa que nos ajuda a perceber a força dos livros: “Não importa o que vos digam, as palavras e as ideias podem mudar o mundo.” Como é que mudávamos o mundo para melhor sem livros e leituras?

 

 

Para todos os que gostam de livros e de leituras, podem enviar-me uma gravação em vídeo (2/3 mins) com leitura em voz alta de uma parte de livro à vossa escolha. Digam nome do autor e do livro logo no início, enviem para livroslidos2020@gmail.com e publicarei no blog livroslidos.pt que convido todos a visitarem. A leitura será ainda colocada nas páginas de Facebook e Instagram do projeto. Leiam, gravem, participem e convidem os vossos amigos a participar, claro…

 

Paulo Jorge Pereira

 


SOBRE O AUTOR DO ARTIGO

Paulo Jorge Pereira nasceu a 13 de agosto de 1970 em Lisboa. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH), a paixão pelo Jornalismo levou-o a trabalhar, a partir de 1992, em jornais como A Bola, Record, Diário Económico e Jornal Económico. Em 2017 trabalhou no Sindicato dos Jornalistas e publicou o romance “Filhos da Primavera Árabe“. De janeiro de 2018 a maio de 2019 foi chefe de redação do semanário Contacto, jornal português no Luxemburgo.


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