Ciências Naturais 7º ano | Manual 100% CN 7
Resumo da matéria e exercícios de ciências naturais do 7º ano de acordo com o manual escolar 100% CN 7, da Texto Editora.
Realizado por Luis Carrilho, não por IA!
Ciências Naturais 7º ano
DINÂMICA EXTERNA DA TERRA
1. Paisagens, rochas e minerais
1.1. Paisagem envolvente
Paisagem
- conjugação de elementos naturais e/ou humanos
Exemplos de elementos naturais
- rochas e solo
- vegetação
- rios, lagos, mares e oceanos
- formas de relevo
- montanhas, vales, colinas, planícies, arribas…
Exemplos de elementos humanos
- campos agrícolas
- zonas industriais
- construções
- edifícios, estradas, pontes, barragens…
Paisagem humanizada
- paisagem onde predominam elementos humanos
Paisagem geológica
- paisagem cujo elemento predominante são as rochas
1.2. Rochas e minerais
Geologia
- ciência que estuda a Terra
Petrologia
- ramo da Geologia que estuda as rochas
Rocha
- agregado de um ou mais minerais
Calcário → constituído por um só mineral: calcite
Granito → constituído por vários minerais: feldspato, quartzo, biotite (mica preta) e moscovite (mica branca)
Tipos de rochas
- magmáticas (vulcânicas e plutónicas)
- metamórficas
- sedimentares
Rochas magmáticas
- formam-se a partir do arrefecimento e consolidação do magma
- vulcânicas → à superfície
- plutónicas → em profundidade
Rochas metamórficas
- formam-se a partir de rochas que sofreram transformações, em profundidade, devido a temperaturas e pressões elevadas
Rochas sedimentares
- formam-se geralmente a partir de sedimentos de rochas preexistentes, à superfície
Minerologia
- ciência que estuda os minerais
Mineral
- substância sólida
- natural
- inorgânica (não sintetizada por seres vivos)
- com composição química definida (ou ligeiramente variável)
- com estrutura cristalina
1.3.Identificação de minerais
Propriedades dos minerais
- cor
- traço
- brilho
- clivagem/ fratura
- dureza
- outras (sabor, cheiro, magnetismo e efervescência)
Cor
- cor visível do mineral
- tem pouco valor classificativo porque há materiais que podem apresentar cores diferentes
Olivina → tem cor verde
Quartzo → pode ter diversas cores
Traço (ou risca)
- cor do mineral reduzido a pó (geralmente desliza-se o mineral sobre uma placa de porcelana)
- tem maior valor classificativo porque o mesmo mineral tem sempre o mesmo traço
- a cor do traço pode ser diferente da cor do mineral
Hemalite → tem cor cinzenta mas a cor do seu traço é vermelho terroso
Brilho
- reflexo da luz no mineral
- pode ser metálico ou não metálico (gorduroso ou vítreo)
Pirite → brilho metálico (semelhante ao dos metais)
Talco → brilho gorduroso (semelhante ao das pérolas)
Halite→ brilho vítreo (semelhante ao dos vidros)
Clivagem ou fratura
- forma como o material se parte
- apresenta clivagem se origina superfícies planas
- apresenta fratura se parte de forma irregular
Moscovite e calcite → apresentam clivagem
Quartzo → apresenta fratura
Dureza
- resistência de um mineral a ser riscado
Como se mede a dureza de um material
- os minerais são riscados por materiais com dureza superior, por isso utilizam-se outros minerais ou materiais que servem de referência na determinação da dureza de um mineral
Minerais da Escala de Mohs
dureza 1: talco
dureza 2: gesso
dureza 3: calcite
dureza 4: fluorite
dureza 5: apatite
dureza 6: feldspato
dureza 7: quartzo
dureza 8: topázio
dureza 9: corindo
dureza 10: diamante
Objetos comuns
unha: dureza 2,5
moeda de cobre: dureza 3,5
vidro: dureza 5,5
lima de aço: dureza 6,5
Propriedades específicas de alguns minerais
- a halite sabe a sal (sabor)
- o enxofre tem um cheiro típico (cheiro)
- a magnetite atrai os ímanes (magnetismo)
- a calcite reage com os ácidos (efervescência)
2. Agentes de geodinâmica externa, modelação das paisagens e rochas sedimentares
2.1. Agentes de geodinâmica externas
Agentes de geodinâmica externa
- atuam na modelação das paisagens e em várias etapas da formação das rochas sedimentares
Exemplos de agentes de geodinâmica externa
- água, vento, temperatura e seres vivos
Tipos de ação dos agentes de geodinâmica externa
- ação física
- em mudança na composição mineralógica das rochas
- ação química
- com mudança na composição mineralógica das rochas
Ação física da água
- ao congelar, aumenta de volume, exerce pressão e causa a fraturação das rochas
- remove e transporta fragmentos rochosos
Ação química da água
- reage com os minerais provocando a sua alteração
A concentração de biotite e feldspato no granito diminui ao longo do tempo, devido à reação destes minerais com a água, enquanto que a concentração de argila aumenta
Ação física do vento
- transporta partículas rochosas soltas
- fragmenta rochas através do choque das partículas que transportam com afloramentos rochosos
Ação física dos seres vivos
- as raízes das plantas e a deslocação dos animais provocam a fragmentação e desagregação das rochas
Ação química dos seres vivos
- os seres vivos libertam de substâncias para o meio que reagem com as rochas alterando a sua composição mineralógica
2.2. Formação de rochas sedimentares
Etapas e processos de formação de rochas sedimentares
- sedimentogénese
- meteorização
- erosão
- transporte
- sedimentação
- diagénese
- compactação
- cimentação
Sedimentogénese
- formação e acumulação de sedimentos
Processos de sedimentogénese
- meteorização
- alterações químicas e físicas das rochas que provocam a sua fragmentação
- erosão
- remoção dos fragmentos rochosos (detritos)
- transporte
- deslocação dos detritos
- sedimentação
- acumulação dos detritos (sedimentos) em estratos ou precipitação química de substâncias dissolvidas na água
Diagénese
- transformação de sedimentos soltos em rochas consolidadas
Processos de diagénese
- compactação
- redução dos espaços vazios e perda de água pela pressão dos estratos acima
- cimentação
- precipitação de substâncias da água que cria um cimento que liga os sedimentos
2.3. Tipos de rochas sedimentares
Rochas sedimentares
- formam-se a partir de sedimentos de rochas ou de restos de seres vivos
Tipos de rochas sedimentares
- rochas detríticas (ou clásticas)
- não consolidadas
- consolidadas
- rochas quimiogénicas
- rochas biogénicas
Rochas sedimentares detríticas (ou clásticas)
- formam-se a partir de fragmentos de rochas preexistentes (detritos ou clastos)
Diferença entre rochas detríticas não consolidadas e consolidadas
- rochas detríticas não consolidadas → formadas por sedimentos soltos (sem diagénese)
- rochas detríticas consolidadas → formadas por sedimentos ligados (com diagénese)
Exemplos de rochas sedimentares detríticas não consolidadas
- argila
- formada por grãos muito finos
- areia
- formada por grãos finos mais maiores que os da argila
- balastros
- grãos de tamanho superior aos dos da areia
Exemplos de rochas sedimentares detríticas consolidadas
- argilito
- forma-se a partir de argila
- arenito
- forma-se a partir da areia
- brecha
- forma-se a partir de balastros angulosos
- conglomerado
- forma-se a partir de balastros arredondados
Minerais mais comuns nas rochas sedimentares detríticas
- argila (resulta da alteração do granito)
- quartzo (resistente à meteorização)
Variação do tamanho e forma dos fragmentos de rochas em função do transporte ao longo de um rio
- junto à nascente → maiores e angulosos
- junto à foz → finos e arredondados, pois sofreram maior desgaste ao longo do seu trajeto
Rochas sedimentares quimiogénicas
- formam-se pela precipitação de constituintes dissolvidos em água
Exemplos de rochas sedimentares quimiogénicas
- calcário
- formado pela precipitação de calcite (carbonato de cálcio)
- sal-gema
- formado pela precipitação de halite (cloreto de sódio)
- gesso
- formado pela precipitação de sulfato de cálcio
Evaporitos
- rochas sedimentares quimiogénicas que se formam através da evaporação da água do mar ou lagos salgados (como o sal-gema e o gesso)
Rochas sedimentares biogénicas
- formam-se a partir de restos de seres vivos
Exemplos de rochas sedimentares biogénicas
- calcário fossilífero → formado por fósseis
- calcário coralífero → formado por corais
- calcário conquífero → formado por conchas
- carvão → formado a partir de restos de plantas
Características das rochas sedimentares que permitem a sua identificação
- rochas detríticas
- arenito
- formado por grãos de areia
- parte pode fazer efervescência com ácido clorídrico se contiver calcite
- argilito
- formado por grãos menores que os da areia
- cheira a barro quando bafejado
- não faz efervescência com os ácidos
- brecha
- formada por balastros angulosos
- conglomerado
- formado por balastros arredondados
- arenito
- rochas biogénicas
- calcário fossilífero
- formado por restos de conchas ou corais
- faz efervescência com o ácido clorídrico
- carvão
- macio
- suja os dedos
- tem risca de cor negra
- não faz efervescência com ácido clorídrico
- calcário fossilífero
- rochas quimiogénicas
- sal-gema
- dissolve-se na água
- branco se não tiver muitas impurezas
- não faz efervescência com o ácido clorídrico
- calcário
- aspeto compacto
- faz forte efervescência com o ácido clorídrico
- sal-gema
2.4. Paisagens sedimentares
Paisagens cársicas ou modelo cársico
- apresentam à superfície e em profundidade estruturas típicas resultantes da ação química da água da chuva sobre calcários
- campos de lapiás
- sulcos profundos, à superfície
- dolinas
- depressões mais ou menos circulares, à superfície
- algares
- poços profundos
- grutas
- cavidades em profundidade
- podem possuir estalactites e estalagmites originadas pela precipitação da calcite (carbonato de cálcio)
- campos de lapiás
Ravinas
- sulcos (fendas estreitas e compridas) produzidos em locais inclinados e pobres em vegetação pela ocorrência da água da chuva
Dunas
- areias que são transportadas e acumuladas pelo vento
Praias
- areias que são transportadas e acumuladas junto a rios ou mares pelo vento e pela água
Arribas
- paredes de rocha quase verticais formadas pela erosão da ação da água do mar
Fajãs
- zonas planas ao nível do mar formadas por materiais resultantes da erosão da arriba
Blocos pedunculados
- estruturas rochosas com base mais estreita que a parte superior, que resultam da ação da água e do vento
- o desgaste é maior na base pois as partículas maiores e mais pesadas, que causam mais desgaste, são transportadas mais junto ao solo
ESTRUTURA E DINÂMICA INTERNA DA TERRA
3. Teoria da Deriva Continental
3.1. Fundamentos da Teoria da Deriva Continental
Teoria da Deriva Continental (de Alfred Wegener)
- os continentes já estiveram unidos num só (Pangeia), rodeado por um único oceano (Pantalassa)
- há 200 Ma, a Pangeia fragmentou-se originando a Laurássia e Gondwana, que por sua vez também se fragmentaram dando origem aos continentes atuais
- os continentes deslocaram-se ao longo do tempo, flutuando como icebergues, até às posições atuais
O que fazia mover os continentes, segundo Alfred Wegener
- força de rotação da Terra (força centrífuga)
- força de atração do Sol e da Lua
- movimento das marés
3.2. Teoria da Deriva Continental – Argumentos a favor e contra
Argumentos a favor da Teoria da Deriva Continental
- argumentos morfológicos
- os continentes encaixam-se uns nos outros como um puzzle
- argumentos paleontológicos
- existência de fósseis da mesma idade em diferentes continentes
- argumentos geológicos
- rochas semelhantes e da mesma idade nos limites de diferentes continentes
- argumentos paleoclimáticos
- evidências de climas antigos diferentes dos atuais
- existência de vestígios glaciares em zonas tropicais
- depósitos de carvão (típico de zonas quentes) em zonas atualmente de climas frios
- evidências de climas antigos diferentes dos atuais
Argumentos contra a Teoria da Deriva Continental que fizeram com que fosse rejeitada
- os materiais que constituem os continentes não permitem que eles flutuem sobre os fundos oceânicos
- a força de rotação da Terra e a força de atração do Sol e da Lua não são suficientes para provocar o movimento dos continentes
Teoria das Pontes Continentais
- defende que teriam existido faixas de terra firme entre os continentes, que permitiam aos seres vivos deslocar-se entre continentes, justificando-se assim a existência de fósseis iguais em diferentes continentes
- no entanto, os avanços da ciência e da tecnologia vieram provar que estas pontes nunca existiram
4. Fundos oceânicos e tectónica de placas
4.1. Morfologia dos fundos oceânicos
Estruturas do fundo oceânico
- Plataforma continental
- superfície relativamente plana e de pouca profundidade junto aos continentes
- Talude continental
- declive entre a plataforma continental e a planície abissal
- Planície abissal
- extensa região plana de grande profundidade
- Dorsal oceânica
- cadeia montanhosa no meio do fundo oceânico
- Rifte
- vale situado na região central do dorsal oceânico, por onde é expelido magma (que leva à formação de novas rochas devido ao seu arrefecimento)
- Fossa oceânica
- depressão profunda e alongada
O que demonstrou o conhecimento da morfologia dos fundos oceânicos
- comprovou a complementaridade dos contornos dos continentes, sobretudo a nível das plataformas continentais
Tecnologia utilizada na exploração dos fundos oceânicos
- sonar
- veículo submarino autónomo
- veículo operado remotamente
- coletor de amostras de fundo
4.2. Idade e paleomagnetismo das rochas dos fundos oceânicos
Idade das rochas dos fundos oceânicos
- quanto mais perto do recife, mais recentes são as rochas
Paleomagnetismo
- a Terra tem um campo magnético devido aos minerais metálicos, como a magnetite, que existem, por exemplo, nos basaltos do fundo oceânico
- a direção do campo magnético fica preservada nessas rochas e o seu estudo demonstrou que ao longo do tempo tem sofrido várias inversões na sua polaridade
Registo paleomagnético junto aos riftes
- simétrico e paralelo em relação rifte, com faixas alternadas de rochas com polaridade normal e polaridade inversa
Relação entre idade das rochas e polaridade
- rochas com a mesma idade apresentam a mesma polaridade
4.3 Expansão dos fundos oceânicos
O que demonstrou o estudo do paleomagnetismo e da idade das rochas junto aos riftes
- formam-se continuamente novas rochas a partir dos riftes, crescendo o fundo oceânico simetricamente a partir deles
Teoria da Expansão dos Fundos Oceânicos (Harry Hess)
- defende que o magma que ascende pelo rifte, ao arrefecer, consolida e forma nova rocha (basalto)
- a ascensão do magma empurra os basaltos para um lado e para o outro, expandindo-se assim o fundo oceânico a partir dos riftes
Como a Teoria da Expansão dos Fundos Oceânicos contraria a Teoria da Deriva Continental
- a teoria de Harry Hess veio contrariar a ideia de Wegener de que apenas os continentes se movimentavam, flutuando sobre os oceanos
Etapas da formação do Oceano Atlântico
- fragmentação da Pangeia devido a forças do interior da Terra
- formação do rifte que forma nova rocha e empurra os blocos continentais para ambos os lados
- acumulação de água na depressão criada pelo rifte
- formação do oceano devido ao contínuo afastamento dos blocos continentais
4.4. Teoria da Tectónica de Placas
Questões que surgiram após a Teoria da Expansão dos Oceanos
- como o volume e massa da Terra se mantêm constantes?
- que forças fazem os blocos continentais?
Litosfera
- camada mais superficial da Terra, constituída por rochas sólidas e rígidas
Astenosfera
- camada constituída por material quente e moldável, em estado de fusão
Teoria da Tectónica de Placas
- a litosfera encontra-se fragmentada em placas que se movem sobre a astenosfera
Justificação para o movimento das placas tectónicas
- correntes de convecção originadas pelo calor interno da Terra
Como mantém a Terra o seu volume e massa
- existe formação de litosfera nos riftes que é compensada pela destruição de litosfera nas zonas de subducção, onde se formam as fossas oceânicas
Tipos de limites de placas tectónicas
- limites divergentes
- as placas afastam-se
- forma-se litosfera
- correspondem aos riftes
- limites convergentes
- as placas chocam entre si
- formam-se montanhas ou há destruição de litosfera nas zonas de subducção (placas oceânicas são mais densas e afundam sob as placas continentais)
- limites transformantes
- as placas deslizam uma sobre a outra, sem formação ou destruição de litosfera
Dorsal médio-atlântica → limite divergente que originou o Oceano Atlântico
Limite entre a placa Indo-Australiana e a Euro-Asiática → limite convergente com bordos continentais → originou os Himalaias
Limite entre a placa de Nazca e a Sul-Americana → limite convergente com bordos continental e oceânico → originou os Andes
Limite entre a placa Euro-Asiática e a do Pacífico → limite convergente com bordos oceânicos → deu origem às ilhas do Japão
Falha de Santo André → limite transformante com bastantes sismos
Fenómenos associados aos limites de placas tectónicas
- vulcanismo
- sismos
- formação de relevo
5. Deformação das rochas
5.1. Ocorrência de falhas e dobras
Causa da deformação das rochas
- forças tectónicas
Tipos de deformação das rochas
- falhas
- dobras
Falha
- causada por forças compressivas, distensivas ou de cisalhamento
- surge em rochas com comportamento frágil
Tipos de falhas
- normal
- inversa
- de desligamento
Falha normal
- causada por forças distensivas
- o teto desce em relação ao muro
Falha inversa
- causada por forças compressivas
- o teto sobe em relação ao muro
Falha de desligamento
- causada por forças de cisalhamento
- os blocos deslocam-se em sentidos opostos horizontalmente
Dobra
- causada por forças compressivas
- surge em rochas com comportamento dúctil
5.2. Deformação das rochas e relevo
Montanhas, vales e planaltos
- resultam de deformações das rochas
Himalaias → resultaram da colisão dos bordos continentais das placas Indo-Australiana e Euro-Asiática
Andes → resultaram da colisão entre as placas de Nazca e a Sul-Americana
Grande Vale do Rifte → local do continente africano onde prevê o surgimento de um novo oceano devido ao aparecimento de um rifte continental
CONSEQUÊNCIAS DA DINÂMICA INTERNA DA TERRA
6. Atividade vulcânica
6.1 Vulcões
Vulcanismo primário (ou principal)
- manifesta-se por erupções vulcânicas a partir de vulcões
Vulcão
- abertura na superfície da Terra por onde são libertados materiais do interior da Terra
Tipos de vulcão
- do tipo fissural
- os materiais são expelidos através de fendas à superfície
- do tipo central
- os materiais são expelidos através de uma abertura quase circular no topo de um cone vulcânico
Constituição de um vulcão do tipo central
- câmara magmática
- reservatório no interior da Terra onde se acumula magma
- chaminé
- canal por onde ascende o magma
- cratera
- abertura por onde são expelidos os materiais vulcânicos
- cone vulcânico
- formado pelos materiais expelidos e acumulados junto à cratera
- pode apresentar ainda chaminés, crateras e cones secundários
Vulcão submarino (ou subaquático)
- os materiais são expelidos debaixo de água
Vulcão subaéreo (ou terrestre)
- os materiais são expelidos fora de água
6.2 Materiais expelidos pelos vulcões
Materiais vulcânicos
- gases
- piroclastos (materiais sólidos)
- lava (material parcialmente fundido)
Gases libertados numa erupção
- vapor de água
- dióxido de carbono
- dióxido de enxofre
- monóxido de carbono
Piroclastos por ordem crescente de tamanho
- cinzas
- lapíli (ou bagacina)
- blocos (forma irregular) e bombas (forma arredondada)
Tipos de lava
- lava escoriácea
- escorre lentamente por ser viscosa
- apresenta superfície irregular quando consolida
- lava encordoada
- escorre facilmente por ser fluida
- apresenta aspeto de cordas quando consolida
- lava em almofada
- arrefece e consolida dentro de água
- apresenta aspeto de almofadas sobrepostas quando consolida
Diferença entre magma e lava
- magma → é um material rochoso parcialmente fundido do interior da Terra constituído também por gases
- lava → forma-se a partir do magma, à superfície, tem uma constituição semelhante, mas é mais pobre em gases e tem menor temperatura
Fatores de viscosidade da lava
- composição química do magma
- quanto maior a concentração de sílica, maior a viscosidade
- temperatura do magma
- quanto maior a temperatura do magma, menor a viscosidade (mais fluida)
6.3 Tipos de atividade vulcânica
Atividade vulcânica explosiva
- magma viscoso que retém muitos gases
- libertação de gases e piroclastos com explosões
- podem-se formar nuvens ardentes
Nuvem ardente
- nuvem constituída por piroclastos e gases a elevadas temperaturas que descem rapidamente as encostas do vulcão, com elevado poder de destruição
Atividade vulcânica efusiva
- magma fluido
- gases libertados com facilidade, sem explosões e sem emissão de piroclastos
- formação de escoadas de lava
Atividade vulcânica mista
- alternância entre períodos explosivos e efusivos
Cone vulcânico resultante de atividade explosiva
- alto, com vertentes inclinadas
- formado essencialmente por piroclastos
Cone vulcânico resultante de atividade efusiva
- baixo, com vertentes suaves
- formado por lava consolidada
Cone vulcânico resultante de atividade mista
- tamanho médio, com vertentes pouco inclinadas
- formado por camadas alternadas de piroclastos e de lava consolidada
6.4 Vulcanismo secundário
Vulcanismo secundário (ou resiudal)
- manifestações associadas à saída de água e gases de fendas no solo após erupções vulcânicas
Manifestações de vulcanismo secundário
- nascentes termais
- fumarolas
- géiseres
Nascentes termais
- fontes de água quente (água termal) rica em sais minerais
Fumarolas
- libertação de vapor de água e outros gases através de aberturas no solo a temperaturas elevadas
Géiseres
- jatos intermitentes de água muito quente
6.5 Vantagens e desvantagens do vulcanismo
Vantagens do vulcanismo
- solos férteis para a agricultura e pecuária graças às cinzas
- paisagens que favorecem o turismo
- fontes termais com fins terapêuticos
- depósitos minerais e rochas úteis para a indústria e construção civil
- produção de energia (geotermia)
- conhecimento sobre os materiais do interior da Terra
Desvantagens do vulcanismo
- destruição
- mortes e feridos
- poluição
- perturbação das atividades humanas
6.6. Previsão e minimização dos riscos do vulcanismo
Medidas de prevenção e minimização dos riscos vulcânicos
- criação de mapas de risco vulcânico e planos de emergência
- evacuação e construção de barreiras de terra em caso de perigo iminente
- sensibilização da população
- monitorização dos vulcões
Monitorização dos vulcões
- deteção de ruídos subterrâneos
- medição da temperatura do solo
- análise da composição dos gases
- registo da atividade sísmica
- medição da inclinação do cone vulcânico para identificar deformações
7. Rochas magmáticas e rochas metamórficas
7.1 Formação das rochas magmáticas e das rochas metamórficas
Rochas magmáticas (ou ígneas)
- formam-se a partir do arrefecimento e consolidação do magma ou lava
Tipos de rochas magmáticas
- plutónicas (ou intrusivas)
- vulcânicas (ou extrusivas)
Rochas magmáticas plutónicas
- formam-se a partir do arrefecimento lento do magma em profundidade
Rochas magmáticas vulcânicas
- formam-se a partir do arrefecimento rápido do magma ou lava à superfície ou perto desta
Textura das rochas magmáticas
- granular (ou fanerítica)
- agranular (ou afanítica)
- vítrea
Textura granular
- com cristais bem desenvolvidos e visíveis a olho nu
Textura agranular
- com cristais muito pequenos e invisíveis a olho nu
Textura vítrea
- sem cristais
Textura das rochas magmáticas plutónicas
- granular → granito e gabro
Textura das rochas magmáticas vulcânicas
- agranular → basalto e riólito
- vítrea → obsidiana
Rochas metamórficas
- formam-se a partir de todo o tipo de rochas sujeitas a altas pressões e altas temperaturas em profundidade e que sofreram alterações (metamorfismo)
Metamorfismo
- alterações na textura e na composição química e mineralógica das rochas
Tipos de metamorfismo
- de contacto
- regional
Onde acontece o metamorfismo de contacto
- auréola de metamorfismo (junto ao magma)
Principal fator de metamorfismo do metamorfismo de contacto
- temperatura elevada
Onde acontece o metamorfismo regional
- sobretudo nos limites convergentes de placas
Principais fatores de metamorfismo regional
- pressão e temperaturas elevadas
Textura de rochas formadas por metamorfismo de contacto
- não foliada
Textura de rochas formadas por metamorfismo regional
- não foliada, se as pressões não forem dirigidas
- foliada, se as pressões forem dirigidas
Textura foliada
- materiais alinhados em planos paralelos
- perpendiculares à direção da pressão)
Exemplos de rochas metamórficas sem foliação
- mármore
- quartzito
Exemplos de rochas metamórficas com foliação
- xisto
- gnaisse
Rochas que dão origem a rochas metamórficas sem foliação e tipo de metamorfismo
- calcário → metamorfismo de contacto/ regional → mármore
- arenito → metamorfismo de contacto/ regional → quartzito
Rochas que dão origem a rochas metamórficas com foliação e tipo de metamorfismo
- argilito → metamorfismo regional → xisto
- granito → metamorfismo regional → gnaisse
7.2 Identificação das rochas magmáticas e das rochas metamórficas
Granito
- tem cor clara
- textura granular
- cristais de quartzo, feldspatos e micas (moscovite ou biotite)
Basalto
- tem cor escura
- textura agranular
- pequenos cristais de olivina de cor verde
Quartzito
- tem cor clara
- não faz efervescência com ácido clorídrico
Mármore
- tem cor clara
- faz efervescência com ácido clorídrico
Xisto
- tem cor escura
- não faz efervescência com ácido clorídrico
7.3 Aspetos característicos de paisagens magmáticas e metamórficas
Paisagens magmáticas plutónicas
- caos de blocos
- rede de diáclases
- areias graníticas
Como se forma a rede de diáclases
- descompressão e fratura do granito à superfície
Como de formam os caos de blocos
- a água que se acumula nas fraturas do granito (diáclases) pode congelar e causar a fratura da rocha em blocos
Areias graníticas
- compostas pelos materiais mais resistentes do granito e pelos que resultaram da meteorização química dessa rocha
Paisagens magmáticas vulcânicas
- cone vulcânico
- caldeira vulcânica
- algar vulcânico
- gruta vulcânica
- colunas prismáticas de basalto
- nascentes termais
- fumarolas
- géiseres
Paisagens metamórficas
- dobras no xisto
- cristas quartzíticas
8. Formação, transformação e exploração das rochas
8.1 Ciclo das rochas
Fatores da dinâmica externa da Terra nas rochas
- ação dos agentes de geodinâmica externa (água, vento e seres vivos)
- temperatura e pressões baixas
Fatores da dinâmica interna da Terra nas rochas
- forças devido ao movimento das placas tectónicas
- temperaturas e pressões elevadas
Influência da dinâmica da Terra na transformação das rochas
- as dinâmicas externa e interna da Terra contribuem para que as condições a que as rochas são sujeitas se alterem ao longo do tempo, fazendo com que se transformem continuamente, dando assim origem ao ciclo das rochas
Processos geológicos do ciclo das rochas
- sedimentogénese
- diagénese
- afundamento
- metamorfismo
- fusão
- consolidação
- afloramento
Sedimentogénese
- formação de sedimentos através da meteorização e erosão de rochas já existentes e posterior transporte e sedimentação
Diagénese
- consolidação de uma rocha sedimentar a partir da compactação e cimentação de sedimentos
Afundamento
- as rochas da superfície podem afundar para zonas profundas devido à pressão das camadas que se vão depositando acima e devido aos movimentos tectónicos
Metamorfismo
- formação de rochas metamórficas através de alterações em rochas já existentes devido a altas temperaturas e pressões
Fusão
- formação de magma quando as rochas passam para o estado líquido
Consolidação do magma ou lava
- formação de rochas magmáticas, em profundidade ou à superfície
Afloramento
- as rochas formadas em profundidade podem ficar expostas à superfície devido aos movimentos tectónicos e devido à erosão das camadas acima
8.2. Rochas em Portugal
Carta geológica
- mapa com informações sobre as rochas de uma região e fenómenos que as afetaram
Ferramentas importantes para a elaboração de cartas geológicas
- carta topográfica (apresenta o traçado do relevo)
- fotografia aérea
- bússola
- GPS
- microscópio (para análise de amostras de rochas, minerais e fósseis)
Áreas científicas relacionadas com a elaboração de cartas geológicas
- petrografia
- geoquímica
- paleontologia
Rochas que predominam no Norte
- magmáticas plutónicas (granitos e dioritos)
- metamórficas (xistos)
Rochas que predominam no Alentejo
- metamórficas (xistos)
Rochas que predominam no Algarve
- sedimentares (calcários e arenitos)
Rochas que predominam na Madeira e nos Açores
- magmáticas vulcânicas (basaltos)
8.3. Aplicações das rochas
Formas de exploração de recursos geológicos
- pedreiras
- minas
Aplicações de rochas
- granito → construção de edifícios e calcetamento
- xisto → construção de edifícios
- ardósia → revestimento de fachadas e telhados
- mármore → construção de monumentos e estátuas
- calcário → construção de monumentos e calcetamento
- areia → vidro
- argila → fabrico de porcelana, louça de barro e telhas
- sal-gema → alimentação e conservação de alimentos
Aplicações de minerais
- ferro → fabrico de ligas metálicas, construção de edifícios e pontes
- lítio → produção de pilhas, baterias elétricas e lubrificantes
- cobre → fabrico de cabos elétricos e moedas
8.4. Exploração sustentável dos recursos geológicos
Impactes negativos da exploração de recursos geológicos
- poluição
- alteração das paisagens
- destruição de habitats
- risco de esgotamento
Exploração sustentável de recursos geológicos
- minimizar o desperdício
- reciclar materiais
- investimento em recursos alternativos
9. Atividade sísmica
9.1 Sismos
Sismo (ou tremor de terra)
- movimento vibratório da litosfera provocado pela libertação de energia
Origem dos sismos
- vulcanismo
- deslizamento de terras
- abatimento de grutas
- atividades humanas
- movimentos tectónicos (principal causa)
Hipocentro (ou foco sísmico)
- local no interior da Terra onde ocorre a libertação de energia
Epicentro
- local à superfície, na vertical do hipocentro, onde os efeitos do sismo são sentidos com maior intensidade
Ondas sísmicas
- forma como a energia se propaga
- à medida que se afasta do hipocentro perdem energia
Maremoto
- sismo com epicentro no fundo do mar
Tsunami
- ondas gigantes causadas por maremotos
9.2 Registo e avaliação dos sismos
Sismologia
- ramo da Geologia que estuda os sismos
Sismólogo
- cientista que estuda os sismos
Sismógrafo
- aparelhos que detetam ondas sísmicas
Sismograma
- gráfico produzido pelo sismógrafo
Abalos premonitórios
- sismos de menor energia que antecedem um sismo forte
Réplicas
- sismos de menor energia que ocorrem depois de um sismo forte
Escalas de medição de um sismo
- escala de Richter → mede a magnitude (energia)
- escala Macrossísmica Europeia → mede a intensidade (efeitos)
Escala de Richter
- escala aberta, sem limite superior
- baseia-se no estudo dos sismogramas
- objetiva, pois é independente do observador e do local
Escala Macrossísmica Europeia
- escala fechada, de grau I a grau XII
- subjectiva, pois dependente do observador e das infraestruturas do local
- representa-se através de cartas de isossistas
Isossistas
- linhas curvas que delimitam zonas de igual intensidade sísmica
9.3. Risco sísmico em Portugal
Efeitos dos sismos
- queda de objetos
- fissuras nas estradas
- deslizamento de terrenos
- destruição de infraestruturas
- feridos e mortes
Fatores dos efeitos dos sismos
- tipo e qualidade das construções
- formas de relevo
- densidade populacional
- preparação das populações
A que se deve o risco sísmico em Portugal
- deve-se à proximidade de limites de placas tectónicas (Africana, Euro-Asiática e Norte-Americana)
- no caso dos Açores, situa-se no ponto de encontro dessas três placas
Como varia o risco sísmico em Portugal Continental?
- de forma geral, aumenta de norte para sul em Portugal Continental
Regiões com maior risco sísmico em Portugal
- Açores
- Lisboa e Vale do Tejo
- Litoral Alentejano
- Costa Algarvia
Instrumentos que permitem estimar o risco sísmico de uma região
- cartas de isossistas de intensidades máximas
- mapas de risco sísmico
9.4. Previsão dos sismos e proteção das populações
Como pode a tecnologia minimizar os efeitos dos sismos
- deteção precoce de sismos e de alerta rápido
- construção antissísmica
O que fazer antes de um sismo
- saber desligar a eletricidade e cortar a água e o gás de casa
- ter um kit de emergência com estojo de primeiros socorros, lanterna, rádio portátil e pilhas
- armazenar alimentos enlatados e água
- fixar estantes e colocar objetos volumosos e mais pesados no chão ou em prateleiras mais baixas
O que fazer durante um sismo
- em casa, abrigar no vão de uma porta interior ou debaixo de uma mesa ou cama
- não utilizar elevadores
- ajoelhar e cobrir a cabeça com as mãos
- na rua, ir para um local aberto, longe de edifícios, muros e postes de eletricidade que possam cair em cima, e longe das linhas de água
O que fazer depois de um sismo
- manter a calma e estar preparado para réplicas
- desligar a água e cortar a eletricidade e o gás
- não acender fósforos, isqueiros e não fumar
- ligar o rádio e estar atento às indicações dadas pelas entidades de segurança
9.5. Distribuição dos sismos e vulcões na Terra
Principal origem dos sismos
- movimentos tectónicos
Relação entre a dinâmica interna da Terra e a localização dos sismos e dos vulcões
- a maior parte dos sismos e dos vulcões ocorrem sobre os limites das placas tectónicas
Principais zonas sísmicas e de vulcanismo
- Anel de Fogo do Pacífico
- região média do Oceano Atlântico
- região Mediterrânico-Asiática
10. Estrutura interna da Terra
10.1. Ciência e tecnologia no estudo do interior da Terra
Áreas científicas que contribuem para o estudo do interior da Terra
- sismologia
- vulcanologia
- astrogeologia
- petrologia
- mineralogia
Tecnologias usadas no estudo do interior da Terra
- sismógrafos
- sondas geológicas
- satélites
- magnetómetros
10.2. Métodos para o estudo do interior da Terra
Métodos diretos
- recolha e observação direta de material do interior da Terra
Exemplos de métodos diretos
- estudo de materiais expelidos pelos vulcões
- estudo de materiais obtidos por sondagens geológicas
- estudo de rochas em grutas, minas e pedreiras
- estudo de afloramentos rochosos
Limitação dos métodos diretos
- apenas permite conhecer a parte mais superficial da Terra
Métodos indiretos
- estudos sem recolha e observação direta de rochas
Exemplos de métodos indiretos
- astrogeologia
- sismologia
- geomagnetismo
Astrogeologia
- o estudo de meteoritos, asteroides e outros planetas, cuja origem se pensa ser comum à Terra, permite conhecer a composição química de materiais do interior da Terra
Sismologia
- o estudo das ondas sísmicas, cujo comportamento varia conforme a densidade dos materiais que atravessam, permite distinguir diferentes camadas no interior da Terra
Geomagnetismo
- o campo magnético da Terra tem origem no seu centro, e o seu estudo dá-nos informações sobre a sua estrutura e composição
Vantagem dos métodos indiretos
- permite conhecer a parte mais profunda da Terra
10.3. Modelos da estrutura interna da Terra
Modelo geoquímico
- baseia-se na composição química dos materiais
Camadas da estrutura interna da Terra de acordo com o modelo geoquímico
- crosta oceânica → rochas basálticas, mais recente e fina
- crosta continental → rochas graníticas, mais antiga e espessa
- manto → ferro e magnésio
- núcleo → ferro e níquel
Modelo geofísico
- baseia-se nas propriedades físicas dos materiais
Camadas da estrutura interna da Terra de acordo com o modelo geofísico
- litosfera → sólida e rígida
- astenosfera → sólida com comportamento plástico
- mesosfera → sólida e rígida
- endosfera:
- núcleo externo → líquido
- núcleo interno → sólido

