Português 9º | Divisão e classificação de orações


FRASE COMPLEXA:

DIVISÃO E CLASSIFICAÇÃO DE ORAÇÕES

 

 

FRASE COMPLEXA

 

Frase simples e frase complexa

Consoante o número de predicados, as frases podem ser classificadas como:

  • Frases simples: se têm uma só forma verbal (verbo ou complexo verbal), ou seja, um só predicado
  • Frases complexa: se têm duas ou mais formas verbais (verbos ou complexos verbais), ou seja, dois ou mais predicados

 

Exemplos:

O João está contente – frase simples (um verbo – um predicado)

O Miguel foi pescar com o seu amigo Tozé ontem em Setúbal – frase simples (um complexo verbal – um predicado)

Ele estudou e teve boa nota – frase complexa (dois verbos principais – dois predicados)

A Maria foi ao jardim, viu muitos animais e ainda andou no teleférico. – frase complexa (três verbos principais – 3 predicados)

 

 

Classificação de orações

As frases complexas dividem-se em duas ou mais orações (conforme o número de predicados), e classificam-se como:

  • Orações coordenadas
    • copulativas (adição)
    • adversativas (contraste)
    • disjuntivas (alternativa)
    • conclusivas (conclusão)
    • explicativas (explicação)
  • Orações subordinadas adverbiais
    • causais (causa)
    • temporais (tempo)
    • condicionais (condição)
    • finais (finalidade)
    • comparativas (comparação)
    • consecutivas (consequência)
    • concessivas (concessão)
  • Orações subordinadas substantivas
    • completivas (complemento)
    • relativas (sem antecedente)
  • Orações subordinadas adjetivas
    • relativas restritivas (modificador do nome restritivo)
    • relativas explicativas (modificador do nome apositivo)

 

As orações ainda podem ser classificadas como orações coordenadas assindéticas se não forem introduzidas por nenhuma conjunção, locução conjuncional ou pronome (estão separadas das outras orações por vírgulas)

 

 

Divisão e classificação de orações

 

Coordenação

Hoje é dia de festa, vamos brincar!

  • Hoje é dia de festa – oração coordenada
  • vamos brincar! – oração coordenada assindética

 

A Rafaela está a estudar e está a aprender bem.

  • A Rafaela está a estudar – oração coordenada
  • e está a aprender bem – oração coordenada copulativa

 

A Rafaela está a estudar mas não percebe a matéria.

  • A Rafaela está a estudar – oração coordenada
  • mas não percebe a matéria – oração coordenada adversativa

 

A Rafaela está a estudar ou está a ver televisão.

  • A Rafaela está a estudar – oração coordenada
  • ou está a ver televisão – oração coordenada disjuntiva

 

A Rafaela está a estudar logo não pode sair.

  • A Rafaela está a estudar – oração coordenada
  • logo não pode sair – oração coordenada conclusiva

 

A Rafaela está a estudar pois vai ter teste amanhã.

  • A Rafaela está a estudar – oração coordenada
  • pois vai ter teste amanhã – oração coordenada explicativa

 

A Rafaela estudou e esforçou-se muito portanto está preparada.

  • A Rafaela estudou – oração coordenada
  • e esforçou-se muito – oração coordenada copulativa
  • portanto está preparada – oração coordenada conclusiva

 

 

Subordinação

O João está doente porque bebeu leite estragado.

  • O João está doente – oração subordinante
  • porque bebeu leite estragado – oração subordinada adverbial causal

 

O João vai ao hospital para fazer análises.

  • O João vai ao hospital  – oração subordinante
  • para fazer análises – oração subordinada adverbial final

 

O João ficou aflito quando viu a agulha.

  • O João ficou aflito – oração subordinante
  • quando viu a agulha – oração subordinada adverbial temporal

 

Se não chorar, a mãe prometeu dar-lhe um chocolate.

  • Se não chorar – oração subordinada adverbial condicional
  • a mãe prometeu dar-lhe um chocolate – oração subordinante

 

O João ficou calmo como se estivesse a relaxar na piscina.

  • O João ficou calmo – oração subordinante
  • como se estivesse a relaxar na piscina – oração subordinada adverbial comparativa

 

Embora estivesse preocupado, não doeu nada.

  • Embora estivesse preocupado – oração subordinada adverbial concessiva
  • não doeu nada – oração subordinante

 

Ficou tão aliviado que deu pulos de alegria.

  • Ficou tão aliviado – oração subordinante
  • que deu pulos de alegria – oração subordinada adverbial consecutiva

 

O médico disse que não era nada de grave.

  • O médico disse – oração subordinante
  • que não era nada de grave – oração subordinada substantiva completiva

 

O João agradeceu a quem o ajudou.

  • O João agradeceu – oração subordinante
  • a quem o ajudou – oração subordinada substantiva relativa (sem antecedente)

 

A mãe, que lhe fez uma promessa, deu-lhe um chocolate que tinha na mala.

  • A mãe … deu-lhe um chocolate – oração subordinante
  • que lhe fez uma promessa – oração subordinada adjetiva relativa explicativa
  • que tinha na mala – oração subordinada adjetiva relativa restritiva

 

 

 

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