Poema | Sonho

 

POEMA

SONHO


Sonhei esta existência de venturas,
Sonhei que o mundo era só d’amor,
Não pensei que havia amarguras
E que no coração habita a dor.

Sonhei que m’afagavam as ternuras
De leda vida e que jamais palor
Marcou na face humana as desventuras
Que a lei de Deus impôs com rigor.

Sonhei tudo azul e cor-de-rosa
E a sorte ostentando-se furiosa
Rasgou o sonho formoso que tive;

Sonhando sempre eu não tinha sonhado
Que n’esta vida sonha-se acordado,
Que n’este mundo a sonhar se vive!


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POESIAS – ORTÓNIMO

de Fernando Pessoa.

edição: Porto Editora, junho de 2015 ‧ isbn: 978-972-0-72665-0

 

SINOPSE

Plano Nacional de Leitura.
Metas Curriculares de Português.
Leitura obrigatória para o 9 e 12.º anos de escolaridade.

O que dizer sobre o poeta mais genial da língua portuguesa? Deixemos que seja o próprio a fazê-lo:
Se estou só, quero não ‘star,
Se não ‘stou, quero ‘star só.
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.

 

 


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