Poema | Gigões e Anantes

 

POEMA

 

GIGÕES E ANANTES in O TÊPLUQUÊ E OUTRAS HISTÓRIAS


Gigões são anantes muito grandes.
Anantes são gigões muito pequenos.
Os gigões diferem dos anantes porque
uns são um bocado mais outros são um bocado menos.

Era uma vez um gigão tão grande, tão grande,
que não cabia. – Em quê? – O gigão era tão grande
que nem se sabia em que é que ele não cabia!
Mas havia um anante ainda maior que o gigão,
e esse nem se sabia se ele cabia ou não.

Só havia uma maneira de os distinguir:
era chegar ao pé deles e perguntar:
Mas eram tão grandes que não se podia lá chegar!
E nunca se sabia se estavam a mentir!

Então a Ana como não podia
resolver o problema arranjou uma teoria:
xixanava com eles e o que ficava
xubiante ou ximbimpante era o gigão,
e o anante fingia que não.

A teoria nunca falhava porque era toda
com palavras que só a Ana sabia.
E como eram palavras de toda a confiança
só queriam dizer o que a Ana queria.

 

Gigões e Anantes in O Têpluquê e Outras Histórias de Manuel António Pina


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O TÊPLUQUÊ E OUTRAS HISTÓRIAS

de Manuel António Pina; Ilustração: Bárbara Assis Pacheco.
edição: Assírio & Alvim, setembro de 2014 ‧ isbn: 978-972-0-78661-6

 

SINOPSE

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

O Têpluquê e Outras Histórias é um livro onde os jogos linguísticos e as derivações da imaginação servem de motivo para escrever contos fantásticos de escaravelhos contadores de histórias, personagens com nomes estranhos e pensamentos com vontade própria. Um livro para rir e imaginar.

 

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