HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS   »   POEMAS

Poema | Pedra Filosofal

Pedra Filosofal é um poema do poeta António Gedeão, publicado no livro Movimento Perpétuo, em 1956. Aproveitando a musicalidade do poema, Manuel Freire apresenta em 1970 o poema musicado, que, pelas suas características rapidamente se tornou num hino e numa bandeira da resistência contra a ditadura.

Poema | Viagem

Viagem

Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé no marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar…

( Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos).

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura…

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.

Miguel Torga

Este poema representa o percurso de vida do Homem. Não importa o destino, apenas importa
partir, ir à aventura, ir à procura do “velho paraíso” perdido, do tempo em que era feliz. A vida
do homem é feita de esperança, de ilusão e de uma procura incessante. O Homem procura incessantemente essa ilusão e tem esperança de a alcançar.

Poema | Odisseia de Homero

O nome de Homero (gr. Ὅμηρος), o mais antigo e respeitado poeta da Grécia Antiga, está vinculado há mais de 2.600 anos à Ilíada e à Odisseia. Não há nenhuma evidência, no entanto, de que ele tenha realmente existido ou de que tenha escrito qualquer uma dessas duas epopeias, tradicionalmente chamadas de poemas homéricos.

Poema | Comigo me Desavim

Esta preciosa miniatura literária não se contenta em flagrar uma batalha íntima, como burila esse flagrante com uma série de invenções felizes, desde o paralelo entre “não posso viver comigo” e “não posso fugir de mim”, até a rima entre “comigo” e “imigo”, forma sincopada da palavra “inimigo”.

Poema | Senhor Extraterrestre

Em 1981 ainda não havia telemóveis e ninguém pensava nestas coisas de duetos improváveis, mas o certo é que os verdadeiros artistas estão sempre actuais, e, tanto Amália como Paião nunca brincaram em serviço. A leitura que se faz hoje em dia deste máxi-single não é certamente a mesma que a Grande Fadista recebeu em 1981 face ao desconforto de cantar um Fado Canção composto por um jovem artista com predilecção para espectáculos de variedades e festivais.

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