Poema | Viagem

Viagem

Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé no marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar…

( Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos).

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura…

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.

Miguel Torga

Este poema representa o percurso de vida do Homem. Não importa o destino, apenas importa
partir, ir à aventura, ir à procura do “velho paraíso” perdido, do tempo em que era feliz. A vida
do homem é feita de esperança, de ilusão e de uma procura incessante. O Homem procura incessantemente essa ilusão e tem esperança de a alcançar.

Conto | A Menina Gotinha de Água

Livro publicado nos anos 60 A Menina Gotinha de Água foi repetidamente reeditado ao longo dos anos, contou nas várias edições com ilustrações diversas. Vemos o ciclo da água, no essencial que representa em toda a vida, partindo do mar para até ele novamente regressar, numa exaltação da natureza.

Conto | A Pirata

Luísa Costa Gomes reaviva a história de Mary Read, a mulher-pirata. A vida de Mary Read lê-se como um romance de acção e aventura para todas as idades. Escrito com simplicidade e humor, A Pirata acompanha as etapas da curta vida desta mulher que nasceu em Inglaterra nos finais do século XVII.

Poema | Odisseia de Homero

O nome de Homero (gr. Ὅμηρος), o mais antigo e respeitado poeta da Grécia Antiga, está vinculado há mais de 2.600 anos à Ilíada e à Odisseia. Não há nenhuma evidência, no entanto, de que ele tenha realmente existido ou de que tenha escrito qualquer uma dessas duas epopeias, tradicionalmente chamadas de poemas homéricos.