Biologia e Geologia 10º ano | Trocas gasosas em seres multicelulares

BIOLOGIA | 10º ANO

 


RESUMO DA MATÉRIA

POWERPOINTS

VÍDEOS

EXERCÍCIOS

METAS CURRICULARES


 

TROCAS GASOSAS EM SERES MULTICELULARES

 

3. TROCAS EM SERES MULTICELULARES

Todos os seres vivos aeróbios necessitam de um fluxo constante de oxigénio para o interior das células e de uma eliminação eficaz, para o exterior, do dióxido de carbono que se forma como produto das reações metabólicas.

 

3.1 Nas plantas

No caso das plantas, as funções metabólicas que estas realizam, e que são indispensáveis à sua sobrevivência, como a respiração, a fotossíntese e a transpiração estão associadas a trocas gasosas reguladas, principalmente, através dos estomas das folhas. O funcionamento destes já foi explicado na Unidade 2 (Distribuição de matéria – O transporte nas plantas).

 

3.2 Nos animais

Todos os animais apresentam superfícies especializadas nas trocas gasosas entre o meio externo e o meio interno – são as superfícies respiratórias. No entanto, os sistemas respiratórios variam de acordo com o tipo de animal, podendo as trocas gasosas realizar-se através de:

  • Difusão direta: ocorre quando existe uma troca direta de gases respiratórios entre a superfície respiratória e as células. Ex. Insetos.
  • Difusão indireta: ocorre quando as trocas gasosas são intermediadas por um fluido circulante – normalmente o sangue, no qual os gases se dissolvem. Ou seja, os gases respiratórios passam da superfície respiratória para o fluido circulante e deste para as células. Ex. Minhocas e vertebrados.

Na difusão indireta, a dupla troca de gases que se verifica nas superfícies respiratórias designa-se hematose.

 

Variedade de superfícies respiratórias

Apesar das características, que as superfícies respiratórias apresentam, variarem de acordo com o tipo de animal, há particularidades comuns a todas elas, que lhes permitem uma difusão eficiente, nomeadamente:

  • São superfícies húmidas, o que facilita a dissolução de oxigénio e de dióxido de carbono, pois para que ocorra hematose estes necessitam de estar dissolvidos.
  • De forma a tornarem-se permeáveis aos gases, as superfícies respiratórias são muito finas, normalmente constituídas por uma única camada celular.
  • No caso da difusão indireta, a superfície respiratória é altamente vascularizada, para uma eficiente troca gasosa entre a superfície e o fluido circulante.
  • A sua morfologia permite-lhes aumentar a área de contacto, sem aumentar consideravelmente o volume, possuindo dessa forma uma grande superfície de trocas.

 

O tegumento

  • O tegumento corresponde à superfície corporal onde ocorrem as trocas gasosas por difusão indireta, como é o caso das minhocas. Neste caso a superfície do corpo é fortemente vascularizada e os gases respiratórios atravessam a pele, penetram no sistema circulatório, dissolvem-se no fluido circulante que irriga todo o organismo, chegando desse modo a todas as células do animal.

As traqueias

  • Estas encontram-se nos insetos e consistem numa rede de tubos – traqueias, por onde circula o ar, que entra pelos orifícios existentes à superfície do corpo – os espiráculos. Esta rede vai-se ramificando em canais mais finos – traquíolas, ao longo do corpo. As trocas gasosas realizam-se por difusão direta.

As brânquias

  • As brânquias constituem os órgãos respiratórios dos animais aquáticos (os peixes, moluscos, equinodermes, crustáceos, entre outros), sendo que a hematose branquial atinge o seu pico de eficácia nos vertebrados aquáticos. Apresentam uma grande área, ricamente vascularizada em que as trocas gasosas se realizam por difusão indireta. Localizam-se, normalmente, em duas câmaras branquiais situadas nas laterais da cabeça.

Os pulmões

  • No caso dos vertebrados terrestres, estes possuem pulmões, onde as trocas gasosas ocorrem por difusão indireta. Estes órgãos apresentam uma rede mais ou menos complexa de tubos e sacos que varia com a espécie.
  • No caso dos mamíferos, a sua complexa estrutura torna a hematose pulmonar (trocas gasosas entre os alvéolos pulmonares e o sangue) muito eficiente, uma vez que a estrutura dos alvéolos permite criar uma grande área da superfície, para além disso possuem uma finíssima espessura e encontram-se envolvidos numa densa rede de capilares sanguíneos.

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Revê aqui a matéria/resumo/síntese de Biologia e Geologia:

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VÍDEOS

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EXERCÍCIOS

Em breve

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O que tens de saber neste capítulo, segundo o programa de Biologia e Geologia – 10º ano:

 

BIOLOGIA

UNIDADE 3 – TRANSFORMAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE ENERGIA PELOS SERES VIVOS

SUBDOMÍNIO 3: TROCAS GASOSAS EM SERES MULTICELULARES

 

  • Recordar e/ou enfatizar:
    • A existência de estruturas que facilitam e regulam as trocas gasosas com o meio externo nas plantas (p. ex. estomas).
    • A interdependência das características dos sistemas que asseguram e regulam as trocas gasosas.
    • As estruturas respiratórias numa perspectiva funcional, como adaptações decorrentes da multicelularidade em animais.
    • A distinção estrutural e funcional das superfícies respiratórias de animais: tegumento (p. ex. minhoca); traqueia (p. ex. gafanhoto); brânquias (p. ex. truta); pulmões (p. ex. porco).

 

  • Palavras-chave:
    • Estomas
    • Hematose
    • Difusão directa e indirecta
    • Tegumento
    • Traqueias
    • Brânquias
    • Pulmões

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Documentos curriculares de referência em vigor

 


 

Todos os capítulos do programa de Biologia e Geologia – 10º ano:

 

BIOLOGIA

GEOLOGIA

  • TEMA I – A GEOLOGIA, OS GEÓLOGOS E OS SEUS MÉTODOS
    1. A Terra e os seus subsistemas em interação
    2. As rochas, arquivos que relatam a história da Terra
    3. A medida do tempo e a idade da Terra
    4. A Terra, um planeta em mudança
  • TEMA II – A TERRA, UM PLANETA MUITO ESPECIAL
    1. Formação do Sistema Solar
    2. A Terra e os planetas telúricos
    3. A Terra, um planeta único a proteger
  • TEMA III – COMPREENDER A ESTRUTURA E A DINÂMICA DA GEOSFERA
    1. Métodos de estudo para o interior da Geosfera
    2. Vulcanologia
    3. Sismologia
    4. Estrutura interna da geosfera

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