Geografia 8º ano | Evolução da população mundial

 

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL

 

 

 

COMO SE ESTUDA A EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO

 

 

Demografia e recenseamentos

 

Demografia:

  • ciência que estuda a evolução e a distribuição da população humana

 

Recenseamento (ou Censo):

  • recolha de informações demográficas, económicas e sociais sobre a totalidade da população de uma área definida

 

Importância dos Censos:

  • Os Censos permitem saber quantos somos, como somos, onde vivemos e como vivemos, e assim é possível, por exemplo:
    • identificar o número de escolas, creches, hospitais e lares de idosos que são necessários e onde;
    • saber onde se devem construir vias de comunicação;
    • como distribuir as verbas pelas autarquias.

 

Indicadores demográficos:

  • População absoluta
  • Natalidade
  • Taxa bruta de natalidade
  • Índice sintético de fecundidade
  • Índice de renovação de gerações
  • Mortalidade
  • Taxa bruta de mortalidade
  • Taxa de mortalidade infantl
  • Crescimento natural
  • Taxa de crescimento natural
  • Saldo Migratório
  • Crescimento efetivo
  • Taxa de crescimento efetivo
  • Esperança de vida à nascença
  • Índice de envelhecimento

 

Nota: os indicadores em taxas percentuais ou permilagens permitem a comparação desses indicadores entre vários países.

 

 

Natalidade

 

Natalidade:

  • número de nados-vivos ocorridos num determinado território, num determinado intervalo de tempo

 

Taxa bruta de natalidade

[math]TBN=\frac{natalidade}{população absoluta}\times 1000[/math]

 

 

Fatores que explicam os valores baixos da taxas brutas de natalidade nos países desenvolvidos:

  • uso generalizado de métodos contracetivos
  • acesso facilitado ao planeamento familiar
  • aumento do nível de instrução, sobretudo da mulher
  • maior participação da mulher no mundo do trabalho
  • aumento dos custos com a educação dos filhos
  • casamentos tardios
  • aumento da taxa de divórcios

 

Fatores que explicam os valores altos da taxas brutas de natalidade nos países em desenvolvimento:

  • dificuldades de acesso a métodos contracetivos
  • difícil implementação do planeamento familiar (muitas vezes causadas por questões religiosas, analfabetismo, …)
  • baixos níveis de instrução
  • papel social da mulher como mãe e dona de casa
  • filhos vistos como fonte de rendimento
  • casamentos precoces
  • poligamia

 

Índice sintético de fecundidade (ISF)

  • número de crianças que, em média, cada mulher tem durante a sua vida fecunda (15 a 49 anos)

 

Para que serve o índice sintético de fecundidade?

O índice sintético de fecundidade permite verificar se a renovação de gerações está ou não assegurada.

Considera-se que o número de filhos por mulher em idade fértil deverá ser igual a 2,1 (índice de renovação de gerações) para garantir a substituição das gerações.

 

 

Mortalidade

 

Mortalidade:

  • número de óbitos ocorridos num determinado território, num determinado intervalo de tempo.

 

Taxa bruta de mortalidade

[math]TBM=\frac{mortalidade}{população absoluta}\times 1000[/math]

 

 

Fatores que explicam os valores baixos das taxas brutas de mortalidade nos países desenvolvidos:

  • melhores condições de saúde, higiene, alimentação e habitação

 

Como se explica o aumento destas taxas nos países desenvolvidos nos últimos anos?

Alguns países desenvolvidos registam ligeiros aumentos da taxa de mortalidade devido à elevada percentagem de idosos na sua população.

 

Fatores que explicam os valores altos da taxas brutas de mortalidade nos países em desenvolvimento:

  • más condições de saúde, higiene, alimentação e habitação
  • epidemias como a SIDA e conflitos armados

 

Como se explica a diminuição destas taxas nos países em desenvolvimento nos últimos anos?

As taxas de mortalidade de alguns países em desenvolvimento têm vindo a diminuir devido às melhorias das condições de saúde, higiene, alimentação e habitação, muitas vezes suportada pela ajuda humanitária dos países desenvolvidos.

 

Taxa de mortalidade infantil

[math]TBM=\frac{nº óbitos crianças < 1 ano}{nados-vivos}\times 1000[/math]

 

Porque é a taxa de mortalidade infantil um indicador de desenvolvimento?

A taxa de mortalidade infantil está relacionada com o nível de desenvolvimento dos países pois os seus valores estão associados às condições de assistência médica pré e pós-parto e de um maior cuidado com a higiene e com a alimentação.

Como estas condições são melhores nos países desenvolvidos, as taxas de mortalidade infantil são aí mais baixas, enquanto que os países em desenvolvimento têm piores condições de assistência médica, higiene e alimentação, logo as taxas de mortalidade infantil são mais elevadas.

 

 

Crescimento da população

 

Crescimento natural

CN = Natalidade – Mortalidade

 

Os valores do crescimento natural permitem saber se a população aumentou, diminui, ou se manteve-se constante:

  • Se N > M,  a população aumentou
  • Se N < M, a população diminuiu
  • Se N = M, então a população manteve-se constante

 

No entanto, o crescimento natural não tem em conta a entrada e a saída de pessoas para dentro ou fora do país.

 

Taxa de crescimento natural

TCN = TBN – TBM

 

Saldo migratório

SM = Imigração – Emigração

 

Imigração: número de pessoas que entram no país (imigrantes)

Emigração: número de pessoas que saem do país para o estrangeiro (emigrantes)

 

Crescimento efetivo

CE = Crescimento Natural + Saldo Migratório

 

O crescimento efetivo é o crescimento real da população pois além do crescimento natural também tem em conta as pessoas que entram e saem do país.

 

Taxa de crescimento efetivo

[math]TBM=\frac{CN+SM}{população absoluta}\times 1000[/math]

 

 

Esperança de vida à nascença

 

Esperança de vida à nascença

  • número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver

 

Onde existem os valores mais altos de esperança de vida à nascença?

Os países desenvolvidos têm valores de esperança de vida à nascença mais elevados devido às melhores condições de saúde, higiene, alimentação e habitação.

 

Fatores que explicam o aumento da esperança de vida à nascença, sobretudo nos países desenvolvidos:

  • generalização de culturas como o milho e a batata
  • descoberta de adubos químicos
  • descoberta de vacinas e antibióticos
  • melhores condições de saneamento básico

 

Fatores que explicam o aumento da esperança de vida à nascença em alguns países em desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial:

  • utilização da penicilina
  • vacina da varíola

 

Disparidade dos valores da esperança de vida à nascença por sexo:

As mulheres, sobretudo dos países desenvolvidos, apresentam uma esperança de vida à nascença superior à dos homens devido:

  • características genéticas
  • exercício de profissões de menor risco
  • hábitos de vida, em geral, mais saudáveis

 

Índice de envelhecimento

[math]TBM=\frac{população\geq 65 anos }{população < 15 anos}\times 100[/math]

 

 

 

 

 


 

Revê aqui a matéria/resumo de matemática/síntese de Geografia:

 

 


 

EXERCÍCIOS

Em breve

 


 

O que tens de saber neste capítulo, segundo o programa e metas curriculares de Geografia – 8º ano:

 

DOMÍNIO: POPULAÇÃO E POVOAMENTO

SUBDOMÍNIO: EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL

 

  • Conhecer e compreender diferentes indicadores demográficos
  1. Explicar a importância dos recenseamentos gerais da população para a Geografia e o ordenamento do território.
  2. Definir: demografia, natalidade, mortalidade, crescimento natural, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de mortalidade infantil, taxa de crescimento natural, índice sintético de fecundidade, índice de renovação das gerações, índice de envelhecimento, esperança média de vida à nascença, migração, saldo migratório, crescimento real ou efetivo.

 

  • Aplicar o conhecimento de conceitos para determinar indicadores demográficos
  1. Calcular: crescimento natural, crescimento real ou efetivo, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de crescimento natural, taxa de mortalidade infantil, saldo migratório, índice de envelhecimento.
  2. Explicar o significado dos resultados obtidos através do cálculo de indicadores demográficos, refletindo sobre as respetivas implicações do ponto de vista demográfico.

 

  • Compreender a evolução demográfica mundial
  1. Descrever a evolução da população a nível mundial, a partir da leitura de gráficos.
  2. Distinguir regime demográfico primitivo de transição demográfica, explosão demográfica e regime demográfico moderno.
  3. Comparar a evolução da população em países com diferentes graus de desenvolvimento.
  4. Explicar a evolução das taxas de natalidade e mortalidade, e de outros indicadores demográficos, em países com diferentes graus de desenvolvimento.
  5. Problematizar as consequências da desigual evolução demográfica em países com diferentes graus de desenvolvimento.
  6. Explicar o impacte dos diferentes regimes demográficos no desenvolvimento sustentável mundial.

 

  • Representar a estrutura etária da população e compreender a adoção de diferentes políticas demográficas
  1. Caraterizar a estrutura etária da população, a partir da construção de pirâmides etárias de diferentes países.
  2. Identificar fatores que interferem na evolução da composição da população por grupos etários e sexo.
  3. Discutir as consequências da evolução da composição da população por grupos etários e sexo, assim como a necessidade de um ajustamento permanente entre os comportamentos demográficos e os recursos disponíveis.

 

  • Compreender a diversidade demográfica em Portugal, através da análise de pirâmides etárias
  1. Comparar, com recurso a pirâmides etárias, a evolução da estrutura etária da população em Portugal, nas últimas décadas.
  2. Comparar as realidades demográficas regionais em Portugal.

 

  • Compreender a implementação de políticas demográficas tendo em consideração a realidade demográfica de um país
  1. Distinguir políticas antinatalistas de políticas natalistas, enumerando medidas que promovam o aumento e a diminuição da natalidade.
  2. Referir exemplos de países onde são implementadas políticas natalistas e políticas antinatalistas.
  3. Discutir as políticas demográficas implementadas e a implementar em Portugal em função da sua realidade demográfica.

 


 

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