Haja sustentabilidade (isto para não dizer haja paciência)!

manuais escolaresComeçou mais um ano letivo!… E isto significa para muitos pais uma corrida desenfreada para a compra dos livros escolares e os materiais necessários, cada vez mais caros cada ano que passa…

Como bons portugueses que somos e como dita a tradição, lá vamos deixando estas aquisições para a última da hora pois nunca se sabe se existe algum professor que não adote o manual indicado pela escola e recorra a outro tipo de auxiliares de educação. Como a vida está cara e a crise é grande há que poupar!… A sorte é que existem os mais necessitados que nesta área poderiam ser vistos até como uns privilegiados pois recebiam parte dos manuais na escola a custo zero sem terem de se preocupar nestas correrias pelo menos nos primeiros dias de aulas. Sim porque os livros de fichas e restante material escolar tinham de os adquirir, mas como o abono de família é reforçado no mês de Setembro dava para adquirir o restante sem ter de fazer um esforço económico acrescido.

Mas o divertido da vida é isto mesmo… Mudou-se tudo!… Agora não há nada para ninguém!… Independentemente de terem ou não possibilidades todos têm de adquirir os manuais escolares e tudo o resto fazendo o investimento inicial às suas custas. Para quem tem um rendimento familiar na ordem do ordenado mínimo nacional convenhamos que vai ser no mínimo complexo e atrevo-me mesmo a dizer impossível.

Mas calma aí!…. Não vamos ser injustos para com o Ministério de Educação!… Quem tem direito a escalão de subsidio pode apresentar as faturas dos custos e ser-lhe-à devolvido um montante do valor gasto que até ao momento não se sabe bem qual será… Mas (sim, porque existe sempre um mas!…) os livros pagos na integra pelo subsídio deverão ser entregues no final do ano letivo na biblioteca da escola para que possam ser utilizados por outros alunos criando assim um banco de livros escolares…  Problema dos grandes!… Os pais alegam que no final do ano letivo já não se lembram de quais os livros que foram adquiridos pelo subsídio, sugere-se então que os mesmos façam uma doação dos livros que tenham e que não vão usar mais… E mesmo que haja um banco de livros nas escolas temos ainda as alterações que são feitas todos os anos pelas editoras nos manuais: o nome mentem-se a maioria das páginas são iguais, mas chegamos ao cúmulo de as trocarem de sítio no livro, mas isso até é um problema de menor importância e de fácil resolução…

Chega!… Até fiquei cansada de tanta troca e baldroca!…

Uma pequenita observação a modos que sugerindo…

Oh meus senhores Professores responsáveis pela legislação respeitante aos escalões sociais nas escolas!… Já viram bem os recursos humanos e a logística que está implícita e explicita num processo destes? Então não era mais fácil solicitarem os manuais às editoras (que sairiam bem mais baratos!), cada escola fazer a requisição dos manuais necessários para os alunos carenciados no inicio do ano letivo, tendo em conta a quantidade existente no banco de livros e a quantidade de livros novos adotados necessários?

Oh meus senhores Professores responsáveis pela gestão de cada escola!… Então não era mais fácil colocarem em cada livro fornecido ou emprestado ao aluno o carimbo da biblioteca da escola e/ou da escola,  colocando na contracapa dos livros uma pequena folha com as regras de utilização do mesmo de forma a facilitar o seu uso preservando o seu estado e auxiliando na devolução eficiente e eficaz no final do ano?

E isto meus caros senhores é a ponta do iceberg da sustentabilidade que deveria ser efetuada na Educação…

Digo eu!…

 

Susana Lionço

 

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