Como podem os pais ajudar os seus filhos a estudar

A escola está mais exigente. Mais exames, maior pressão sobre os alunos, grande carga horária, e nem sempre a escola consegue dar a melhor resposta às necessidades de cada aluno. O que podem fazer os pais para combater todas estas dificuldades?

Comecemos pela motivação. Tudo o que fazemos tem como base um motivo. São os motivos que nos fazem mover, fazem com que tracemos objetivos e lutemos por algo. É portanto importante que o aluno sinta que tem motivos para estudar.

Por vezes, para motivar os seus filhos, recorre-se ao reforço positivo – quando os pais prometem uma recompensa em troca de bons resultados escolares – e/ou ao reforço negativo – quando os pais prometem castigo se os resultados escolares não forem os desejáveis. Desta forma, o aluno sente que tem de lutar por algo, que ganha se atingir os objetivos a que se propôs, e que perde algo se não os concretizar. No entanto, a motivação não deve incidir apenas nos resultados escolares. Deve ser trabalhada no dia-a-dia, após um trabalho de casa, um trabalho escolar individual ou de grupo, ou na preparação para um teste ou exame. Em cada ação de estudo o aluno tem de entender a sua importância e sentir que tem motivos para a sua concretização.

Como podem então os pais motivar os seus filhos para o estudo? A resposta é simples, e está relacionada com outro elemento fundamental para o sucesso escolar: a confiança. A melhor forma de motivar um aluno é fazê-lo sentir que está a aprender, que consegue ultrapassar obstáculos, que é capaz de ter boas notas. Ao sentir isto tudo irá valorizar-se a si próprio e terá um maior interesse em fazer os trabalhos propostos pelos professores. O papel dos pais para este fim será de os valorizar por cada ação realizada com sucesso, por vezes pelo simples esforço e interesse na realização de trabalhos ou no estudo de preparação para testes.

 

 

Erros comuns dos pais:

Ajuda excessiva nos trabalhos de casa

Os alunos devem realizar os seus trabalhos de casa sozinhos. Mais importante do que os trabalhos ficarem feitos, é se os exercícios propostos ficaram entendidos. Os pais devem deixar portanto os seus filhos fazerem os trabalhos de casa pensando por eles próprios, podendo dar algum apoio apenas no esclarecimento de algumas dúvidas e apenas no caso de não os terem conseguido de facto fazê-los sem ajuda. É preferível que o aluno informe o professor que não conseguiu fazer o trabalho proposto, e que precisa de esclarecimentos sobre o exercício, do que os trabalhos serem entregues corretamente mas não havendo compreensão dos exercícios por parte do aluno. Ao trabalhar sozinha a criança é obrigada a pensar mais por ela própria, desenvolve mais o raciocínio e autonomia, que no fundo é o que se pretende: que o aluno seja capaz de resolver problemas por ele próprio.

 

Criticar

A melhor forma de motivar as crianças para o estudo é através da valorização das boas ações, e não a crítica negativa às ações menos desejáveis. Mesmo um aluno que tenha mau comportamento, ou que não goste de estudar, quando valorizado sobre uma boa atitude que tenha tido, irá sentir-se valorizado e isso poderá ser uma motivação para a continuar a ter. Deve-se procurar sempre valorizar o esforço e dedicação ao estudo, mesmo que por vezes os resultados não tenham sido os melhores. O aluno apenas tem de sentir que deve dar o seu melhor, e que vai ser valorizado por isso. Este sentimento é o mais favorável à obtenção de bons resultados escolares e ao desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas.

 

Não responsabilizar

Apesar de ser importante a valorização da criança, ao invés da crítica, é fundamental responsabilizar as crianças. Têm de perceber que o trabalho ou a falta dele tem as suas respectivas consequências.

 

Comparar

É muito comum os pais compararem os seus filhos a alunos com melhores notas, desvalorizando-os assim e podendo desta forma causar problemas de autoconfiança e motivação. O aluno deve sentir-se centrado em si próprio e, de acordo com o seu nível de desenvolvimento e capacidade de aprendizagem, deve traçar os seus próprios objetivos. Mais importante do que sentir que tem de ser melhor que os outros, deve querer dar o seu melhor, e assim estar em constante progresso, independentemente dos outros.

 

 

Dicas para os pais:

Estabelecer regras

Os pais devem no início do ano letivo conversar com os seus filhos para definirem as horas de estudo semanais e outras regras que considerem pertinentes e favoráveis ao estudo.

 

Estabelecer objetivos

A definição de objetivos torna mais claro aos alunos o que têm de fazer e cria um sentimento de compromisso. Cria-se assim interesse e motivação para alcançar resultados conforme o nível da criança.

 

Incentivar a autonomia e responsabilidade

Definidas regras e objetivos, deve-se permitir alguma flexibilidade às crianças na forma como seguem o que foi proposto, dando espaço também ao erro, pois também ele traz aprendizagem quando acompanhado de uma consequência negativa. Este tipo de aprendizagem proporciona o desenvolvimento da responsabilidade.

 

Valorizar cada ação de estudo

É fundamental os pais valorizarem a criança, quer seja numa nota excelente, quer seja apenas pelo esforço de ter dado o seu melhor no estudo para um teste ou na realização de um trabalho. Só assim a criança continuará a trabalhar com motivação para ter bons resultados escolares.

 

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